quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Centenário de Robert Ryan- Ator e Humanista.

Hoje se celebra o centenário de nascimento de um grande artista. Era um ator de Hollywood, muito admirado pelos grandes críticos de cinema do mundo todo, e foi ator preferido de grandes cineastas renomados e respeitados da Sétima Arte, como Robert Wise, Nicholas Ray, e Anthony Mann - e suas performances na tela variavam desde heróis a vilões, se notabilizando principalmente nas atuações destes tipos, em filmes tensos que abordavam o submundo, destacando-se nos criminais “noir”, em papéis de homens durões, frios, calculistas, e preconceituosos. Entretanto, em sua vida real, foi um lutador pelos direitos humanos, um liberal ativo, que segundo ele mesmo, “se transformava para fazer seus papéis”. Este homem era Robert Bushnell Ryan, nascido a 11 de novembro de 1909, em Chicago.

Filho de um irlandês católico que trabalhava como executivo na área comercial, e de uma mulher que era descedente de ingleses, o jovem Ryan era uma criança tímida e nunca perdeu essa qualidade por completo - mesmo depois de se transformar num futuro astro de Hollywood.

Aos 8 anos, seu irmão mais novo morreu, lembrança cruel que o carregou até o fim de sua vida. Aos 26 anos, seu pai morre em conseqüência de uma batida de carro. Decidiu então entrar para uma academia de Boxe, e seu objetivo, era continuar os estudos para ingressar na faculdade, o que ele conseguiu. Lá, ele conquistou vários títulos como campeão amador de peso-pesado de Boxe. Seu gosto era pela literatura, e tinha intenção de se formar em jornalismo.



Entretanto, com a chegada do ano de 1929, o fatídico ano da depressão, com a queda da bolsa de valores de Nova York, Ryan se recusava a entrar para a área comercial de seu pai, por isso, ele engrenou em vários trabalhos, como folguista de navios, Guarda-Costa, vaqueiro, modelo fotográfico, e até cobrador de dívidas. Um amigo de sua mãe lhe deu uma nomeação no Serviço Público Municipal de Chicago, mas um investimento de sorte com petróleo permitiu Bob Ryan a procurar treinamento profissional em arte dramática. Ryan decidira ser ator quando um fotógrafo, que havia feito alguns ensaios de Robert como modelo fotográfico, achou que ele era fotogênico e que correspondia bem as câmeras, e que ele poderia, influenciado por seu porte atlético graças aos anos dedicados ao Boxe e a outros esportes conseguir fazer carreira no cinema. Ryan media 1m93 de altura.



Logo Bob foi para a Califórnia matricular-se no Playhouse de Pasadena, mas preferiu a Oficina Teatral de Max Reinhardt, uma das mais respeitadas em Hollywood. Lá, conheceu a aluna Jessica Cadwalader, com quem se casou em 1939, e que se tornaria sua companheira até o falecimento dela, em 1972. Jessica fez poucos trabalhos como atriz de cinema, preferindo ingressar na área de pedagogia e ensino, publicando livros infantis, e até histórias de mistério.




Logo começou a trabalhar já como ator profissional, em filmes musicais, mas eram papéis pequenos, ganhando $75 dólares por semana. Começou a fazer algumas películas na Paramount, mas esta não se impressionou com o jovem ator de 30 anos, que ao contrário do que diria aquele fotógrafo que recomendou Ryan para o cinema por possuir fotogênia - a Paramount não o achou nada fotogênico, e que não se enquadrava as câmeras.


Ryan viu oportunidade no teatro. Sua primeira peça intitulou-se Um beijo de Cinderela, contracenando com Luise Rainer. O ex-marido dela, Clifford Odets, vendo-o na peça, viu nele uma presença viril que pudesse atrair o público feminino, e lhe ofereceu o papel de um jovem amante na peça Só a Mulher Peca(Clash By Night), na Broadway, e logo, foi visto nesta peça por Peter Lorents, executivo da RKO.

Feito os primeiros testes neste estúdio, Bob foi aceito, e logo assinou um contrato, ganhando inicialmente, $600 dólares por semana. Seus primeiros trabalhos na RKO foram películas de guerra, que serviam praticamente como propaganda americana durante a II Guerra Mundial, como Bombardeio(1943), como um jovem estudante da força aérea, contracenando com Randolph Scott.


Em 1944, Robert Ryan se juntou ao serviço de guerra, alistando-se nos fuzileiros navais. Sua carreira em Hollywood foi ligeiramente interrompida pela Segunda Guerra Mundial. Por dois anos , Bob trabalhou como um instrutor no Corpo de Fuzileiros Navais, no acampamento do Capitão Pendleton.


Testemunhou os efeitos psicológicos daqueles que combateram no Pacífico, e o difícil retorno daqueles que tentavam voltar a vida cívil. Prestou auxílio aos feridos e aleijados, e viu o horror atras do olhar assombrado dos que tinham vivido os eventos e a crueldade da Guerra, deixando seus camaradas, mortos em batalha, para traz. Isto fez com que, futuramente, Ryan se dedicasse mais as causas humanas e sociais.


Com o fim da II Guerra, Ryan voltou as telas, chegando ao ápice de sua atuação, onde teve seu melhor desempenho e papel até então, como um policial da Guarda Costeira que se apaixona por Joan Bennett, e ambos combinam matar o marido cego desta, no clássico A Mulher Desejada/The Woman on The Beach, de Jean Renoir, também 1947. A partir deste momento, eletrizou platéias com a claustrofobia noir que muito identificou o ator, que se seguiria como o psicopata assassino e anti-semita procurado pela polícia em Rancor/Crosfire, de Edward Dmytrik, que lhe deu sua única indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante, em 1947.

Depois, veio o herói trágico em Punhos de Campeão/ The Set-Up, de Robert Wise, em 1949, interpretando Bill "Stocker" Thompson, um veterano boxeador que quer largar o Boxe, mas para isso, ele quer vencer sua última luta.





Depois de várias derrotas consecutivas, sua esposa, Julie, apela para que ele desista do campeonato, mas ele não atende. Seus promotores foram corrompidos pela Máfia do Boxe, e Thompson ignora, ser seu dever, perder a luta para um lutador mais jovem, patrocinado pelos mafiosos. Seguido em sua determinação de vencer, depois de muitos assaltos, Thompson finalmente ganha a luta, mas ignora o envolvimento de seus patrocinadores com os mafiosos até o último momento, quando eles combinaram entre si que Thompson deveria perder a luta, sem com isso, sequer avisá-lo. Na saída, Thompson é cercado pelos mafiosos, e tem suas mãos esmagadas por eles. Mesmo ferido e alquebrado, Thompson volta para casa, onde sua esposa a aguarda ansiosa, mas mal conseguindo ele caminhar em direção a porta, e cambaleante, cai em plena calçada. Da janela, Julie o vê, e sai em sua direção, acudindo-o. No fim, Thompson diz a esposa: Eu venci, Julie...eu venci. E ela responde: Sim, querido, nós vencemos esta noite...nós vencemos. Um dos melhores filmes de Boxe da história do Cinema. Aqui, Bob Ryan usou, sem o recurso de dublê, sua experiência como boxeador, sem precisar de aulas de pugilismo e segundo seu diretor, Robert Wise, foi um de seus filmes que menos deu trabalho a ele, por Bob Ryan ter sido outrora um campeão de boxe amador.


A Crítica Eileen Bowser realçou notas do filme Punhos de Campeão(“The Set-Up’’). Estas notas estão hoje preservadas no Museu de Arte Moderna de Los Angeles."O filme “The Set-Up” é poupado de qualquer lirismo, sobre o submundo e a humanidade tão baixa, revelada no soberbo desempenho de Robert Ryan. Tenho pouco a dizer. Thompson é tão ignorante e ignóbil quanto os outros boxeadores. Olhem seu rosto golpeado. É derrotado. Contudo, remanesce uma sensibilidade poética em seus olhos e em seu sorriso ocasional. Seus olhos estão sempre prestando atenção em volta do ringue, e o vemos constantemente fazendo isso enquanto espera o próximo assalto. Thompson tem bastante dignidade humana para recusar a corrupção, por isso ele sofreu uma brutal agressão, não mais importando com sua carreira medíocre no Boxe. Na extremidade, ele tem muito orgulho de si mesmo pela vitória ganha naquela luta, e não faz nenhuma avaliação da conseqüência dela"

Parece que Robert Ryan fora esquecido por alguns críticos de filmes de hoje, mas decerto que ele deve ser lembrado nas telas como um dos mais expressivos rostos “noir” da Sétima Arte. Os fãs de cinema em geral pensam em Humphrey Bogart e Robert Mitchum. Este atuou ao lado de Robert Ryan em “A Estrada dos Homens sem lei”” (The Racket), de 1952. Apesar de Mitchum fazer o herói da história, foi Ryan que se destacou e roubou quase todo filme, como um mafioso cruel e arrogante, e na opinião deste bloguista um dos mais odiosos vilões de todos os tempos vistos no cinema.

Para todos aqueles que acham que Robert Ryan era um excelente ator (e na minha opinião, era mesmo), com uma presença marcante e excepcionalmente intenso e pensativo nos filmes dos anos de 1940 até o início da década de 1970 quando ele morreu, recentemente foi descoberta uma carta, escrita de próprio punho pelo ator, descrevendo suas raízes em Chicago para seus três filhos: Cheyney (Hoje, um renomado Professor de Filosofia da Universidade de Chicago), Walker Tim, e Lisa Ryan.

Ao longo do tempo, os papéis de homens angustiados e dolorosos, torcidos de uma raiva latente, tristeza e ódio, se tornaram quase que estereotipados para Ryan, desde sua brilhante interpretação como um soldado anti-semita e assassino que lhe deu sua única indicação ao Oscar de ator coadjuvante em Rancor/Crossfire.




Como o ator desenvolvia seu caráter nas telas, usando o estreitamento de seus olhos escuros, sem atender aos anseios da audiência. De aparência simpática, em seu instinto o soldado de “Crossfire” carrega dentro dele um mal estar que parece carregar para toda parte que vai a um RANCOR agudo, dedilhado como se fosse um amuleto.









A Partir de então, Seu currículo de heróis e vilões continuou em: Nascida para o Mal, em 1951, contracenando com Joan Fontaine; O Melhor dos Homens Maus/The Best of the Badmen, no mesmo ano, com Claire Trevor; Horizonte de Glória/Flying Leathernecks, ainda em 1951, sua primeira parceria com o diretor Nicholas Ray, e antagonizando com John Wayne como um oficial americano humanista da Força Aérea Americana; Durante as filmagens, Ryan e Wayne não se “bicavam”, pois Wayne, como é de conhecimento geral, era um republicano radical, e que partia para discussões violentas com quem não compartilhava com suas visões políticas. Ryan ficava chocado com o apoio de Wayne com a lista negra do "Caça as bruxas".

Cinzas que Queimam/On Dangerous Ground de 1952, outro filme da parceria Ryan/Ray, onde Bob, novamente em seu estilo noir, oferece o melhor de sua atuação, na pele de um amargo policial que perde a noção de justiça, mas se rende ao amor da cega Ida Lupino. Nesta que considero a película “noir” mais bem elaborada já realizada, que precisou da “humanização” do ator para o grande público, que revelou ao mundo o quão bom ator ele era. Sua interpretação como o policial amargo e violento passou para a amabilidade, quando seu personagem se apaixona pela Ida Lupino, mesmo depois de sair e matar o irmão dela que era um bandido, é algo de quebrar o coração







Em 1952, seu contrato com a RKO chegava ao fim, fechando com chave de ouro em um papel que ele havia desempenhado cerca de dez anos antes na Broadway: o de um amante cínico em Só a Mulher Peca/Clash By Night, atuando com Barbara Stanwyck e Paul Douglas, e a então iniciante Marilyn Monroe.

Agora trabalhando independente de qualquer contrato de estúdio, trabalhou para diversos deles, como a Metro-Goldwyn-Mayer, e a 20th Century Fox, ele ainda participou em: Nas Garras da Ambição/The Tall Men, em 1954, com Clark Gable; Conspiração do Silêncio/Bad Day at Black Rock, de 1954 com Spencer Tracy; O Preço de um Homem/The Naked Spur, de1953, com James Stewart; Cidade abaixo do Mar/City Beneath of Sea, em 1953, com Anthony Quinn; Rastros do Inferno/Inferno de 1954, com Rhonda Fleming.

Entre 1957 e 1958 respectivamente, atuou como ator principal em dois filmes dirigidos pelo grande Anthony Mann, o cineasta de "El-Cid", de 1961.: Os que sabem Morrer/Men in War e O Pequeno Rincão de Deus/God's Little Acre. No primeiro, um vigoroso drama de guerra, interpretando o Major Benson, que durante a Guerra da Coréia, entra em conflito com seu sargento (interpretado por Aldo Ray), por cada um possuir um ponto de vista sobre a guerra. Benson luta por dever, mas seu sargento luta por instinto. No segundo, Ryan tem a experiência de interpretar um caipira ingênuo e simplório, que acredita ter um tesouro em sua fazenda. A atuação de Ryan pode parecer cômica, mas seu personagem é dramático em toda sua inocência. Vale conferir.



Em fim dos anos de 1950, Robert Ryan começa a atuar na televisão, sem preconeceitos como a maioria dos atores de sua época que viam no novo veículo uma ameaça para o cinema- e em filmes que iniciavam a dar seus primeiros passos na telinha, como O Grande Gatsby, em 1958, com Jeanne Crain, e As neves do Kilimanjaro, com Ann Todd. Em 1960, Ryan participou ativamente em peças teatrais. Uma delas, atuou ao lado da divina Katharine Hepburn, em Antonio & Cleópatra, de William Shakespeare, com Ryan e Hepburn, respectivamente, nos papéis títulos. Ficou em cartaz por meses seguidos.


Na década de 1960, Ryan iria filmar superproduções européias ou ao menos, produções americanas filmadas na Europa, como O Mais Longo dos Dias/The Longest Day, 1962, ambiciosa produção da 20ºCentury-Fox sobre o Dia D, baseado no romance de Cornelius Ryan (nenhum parentesco com o ator), no papel do Brigadeiro americano James Gavin, rodado em locações de Marselha, França; na Inglaterra, atuou em Billy Budd, também de 1962, como um sádico Mestre de Armas de um navio, onde o personagem-título(interpretado por Terence Stamp) é torturado física e psicologicamente. A película foi dirigida pelo sempre competente, extraordinário, e saudoso ator e produtor Peter Ustinov, que fez também a parte de interpretação como o Comandante do navio; e A Guerra Secreta/La Guerre Secrète, em 1964, com Henry Fonda e Vittorio Gassman, na Itália e na França.


Na Política, Ryan foi um democrata ativo, trabalhou para as boas relações entre as raças, e para o desarmamento. Ajudou a organizar e a dirigir um grupo de teatro na Universidade da Califórnia, e em 1951, Ryan, ajudado por sua esposa Jessica, fundou a Escola de Oakwood, com a missão de promover valores humanísticos. A escola, que foi aberta no quintal da casa dos Ryans, é considerada até hoje uma das melhores dos Estados Unidos.










Fora do ambiente hollywoodiano, e vivendo bem modestamente, Ryan e Jessica educavam seus filhos dentro dos valores humanísticos, e a esposa de Ryan, uma educadora, juntamente com o marido, abriram um centro de aprendizagem que oferecia uma alternativa as escolas públicas que não tinham vagas devido a aglomeração, intitulado Escola de Oakwood, em 1951.


A escola foi aberta dentro do quintal de sua casa. Alguns vizinhos, de pensamentos conservadores e republicanos, não viram o projeto de Ryan e de sua esposa com bons olhos, e inclusive chegaram a pinchar as portas da casa do ator, com cruzes, e ofensas, chamando-o de "comunista".


Ryan era avesso a badalações hollywoodianas, e mesmo ganhando rios de dinheiro, preferiu levar uma vida modesta com sua família, ao invés de outros astros de seu tempo, que preferiam morar em mansões de Beverly Hills.




Decerto que suas ações nas telas, na personificação de vilões e até psicopatas, contrastavam com suas reais atitudes fora das telas. Sua capacidade de desempenhar pessoas que nada tinham a ver com a sua personalidade real era na realidade uma obstinada adesão a um padrão artístico que o ator desenvolveu a partir de suas próprias experiências.

Robert Ryan, cujo calor e bondades pessoais já foram citadas por aqueles que o conheceram e trabalhavam com ele, também foi um homem cuja política e social eram opostos a personagens fanáticos que ele interpretou em Conspiração do silêncio (Bad Day at Black Rock) e Odds Against Tomorrow, de Robert Wise, em 1959. Em ambas as películas, ele fazia papéis de reacionários e racistas.


Robert Ryan foi membro ativo do ACLU(do português, é UNIÃO AMERICANA DAS LIBERDADES CIVIS), um grupo de pensamento liberal e democrata americano, além de ser membro dos UN, sendo presidente na filial desta do sul da Califórnia. UN é outro grupo de pensamento liberal.

Na década de 1960, Robert Ryan se tornou uma "pomba militante", conduzindo o comitê que já fazia os primeiros protestos contra a Guerra do Vietnã. Em 1962, Ryan mudou-se com sua família para Nova York, onde ficou por três anos sem atuar em algum filme, preocupado com o ritmo de coisas que vinham acontecendo nos Estados Unidos, desde os problemas com oVietnã, até com possíveis ameaças a vida do Presidente John Kennedy (o que ocorreu de fato em novembro de 1963), e o ator, contribuindo, como podia, para as causas sociais e políticas dos EUA.

PARTICIPOU da Convenção Democrata de 1968, em sua terra natal, Chicago, apoiando o Senador Democrata Eugene McCarthy. Ryan, como muitos atores e profissionais de cinema americanos, foram chamados para interrogatório do famigerado “caça as bruxas” do Senador Joseph McCarthy. Ryan lembrou anos mais tarde:

"Quando McCarthy começou o interrogatório, eu esperei ser um alvo simples...mas não. Acho que ele viu que eu por ter um nome irlândes, ser filho de católico, e ex-Fuzileiro da Marinha, ele abrandou com suas perguntas".






De volta ao cinema, foi um dos atores principais em três filmes seguintes: Os Profissionais/The Professionals (1966), Western com Burt Lancaster e Claudia Cardinale; O cadáver ambulante(1967), uma rara excursão pela comédia, com Sid Caesar; e Os Doze Condenados/The Dirty Dozen, aventura de Guerra, onde Ryan interpretava um antipático coronel, em antagonismo aos heróis interpretados por Lee Marvin e Charles Bronson, embora este último filme tivesse sido rodado em locações e estúdios britânicos.

Entre 1967 e 1968, Bob Ryan realizou grande parte de suas películas na Europa, em produções italianas e espanholas, com dois Westerns Spaghetti, gênero em moda naquele momento: Os Bravos não se Rendem/Custer of the West, estrelado por Robert Shaw como o intrépido e arrogante militar norte-americano George Armstrong Custer, em um Western biográfico rodado na Espanha.


Caça ao Pistoleiro/Minuto por Pregare Un Instante Por Morire(Itália)/Dead Or Alive(EUA) - outro exemplar de Western Spaghetti, atuando ao lado de outro ator americano(e dos bons!), Arthur Kennedy, rodado na Itália. Na Itália ainda, fez uma participação especial na película bélica A Batalha de Ânzio/Anzio, em 1968. Encerrou seu ciclo europeu, interpretando Capitão Nemo para um filme da MGM,Capitão Nemo e a Cidade Flutuante, em 1969, na Inglaterra.



Voltando para os Estados Unidos, engrenou no elenco de um dos grandes Western da história do cinema, e que revolucionou uma nova linguagem para este gênero, dirigido pelo poeta da violência Sam Peckinpah, Meu ódio Será Sua Herança/The Wild Bunch, em 1969, ao lado de dois grandes nomes do cinema mundial: William Holden e Ernest Borgnine.


Quando a década de 1970 se inicia, Robert Ryan descobre que tem câncer, mas ainda trabalha constantemente em boas películas, como Mato em Nome da lei/Lawman, de 1970, dirigido por Michael Winner (cineasta de Desejo de matar, com Charles Bronson); e Assassinato de um Presidente/Executive Action, de 1973, ambos estrelados pelo amigo Burt Lancaster. Nesta última, retrata sobre o assassinato do Presidente Kennedy, e a possível conspiração dos bastidores de dentro da própria Casa Branca.


Ryan como mesmoe ele dizia, cresceu para ser um solitário após a morte de seu irmão John em 1917. Algo que fez refletir durante muito tempo, principalmente em 1972, quando sua esposa Jessica faleceu vítima de câncer. Mas o ator também estava travando uma luta também contra esta doença, mas mesmo assim, não deixou de se entregar. Viúvo, e diagnosticado dois anos antes com o mesmo mal que matou a esposa, procurou, mesmo em seus derradeiros dias, decidir ainda atuar e trabalhar como vinha fazendo sempre.


Certa vez, concedeu uma entrevista , e veio a dizer:



Então o que diabos eu tenho para reclamar? Meu irmão morreu na idade de 8 anos e sempre pensei nele em toda a minha vida. Ele sequer começou a vida dele. No início, você entra em choque, e então depois, você se conforma. Eu sou muito mais tolerante agora do que antes, que sei que estou no fim do meu tempo. Eu vejo as árvores, as flores, e as meninas bonitas. Eu vejo a beleza que eu tinha esquecido. Em verdade, hoje aprecio melhor a vida no seu dia a dia”.


Robert Ryan faleceu em 11 de julho de 1973, aos 63 anos de idade, de câncer no pulmão. Pouco antes de sua morte, Ryan mudou-se para um apartamento (número 72) no edifício Dakota, em Nova York. Mais tarde, seus filhos alugaram ( e em seguida, venderam) o apartamento para John Lennon e Yoko Ono. Também declarou publicamente seu uso constante de cigarros por causa de sua enfermidade.



Amigos próximos e colegas de profissão lamentaram muito a perda do grande ator, e possivelmente de um dos maiores humanistas do Século XX. De seus amigos mais chegados, talvez o mais saudoso seja o veterano Ernest Borgnine, hoje com 92 anos de idade. Pouco tempo atrás, um fã de Borgnine lhe pediu um autógrafo, e mostrou uma foto da equipe de atores de “Meu ódio Será sua Herança” (The Wild Bunch), e entre este grupo na foto estava Robert Ryan. Ao ver a foto, Borgnine se emocionou, dizendo que era um ator e ser humano maravilhoso, e nisso uma lágrima veio a escorrer no rosto do velho ator, com quem Ryan também havia trabalhado em outros dois filmes. Borgnine enxugou a lagrima, assinou a foto para o fã, e foi embora.

Seu filho mais velho, Tim, declarou em um artigo recente no jornal Chicago Reader, que seu pai achava que “tinha um monte de demônios” e que falava freqüentemente sobre seu estado de espírito “negro irlandês”, como ele brincava. Quem sabe Ryan percebendo que tinha todas essas pessoas a agir dentro dele foi uma maneira de exorcizá-los? Ou quem sabe pudesse realmente conhecer alguém em seu passado que se tornou a inspiração para as almas danificadas que ele expressou no cinema? Seja o que for, Robert Ryan foi um grande tributo de Deus para o mundo da arte cinematográfica, e principalmente, para o mundo dos Direitos Humanos, onde precisamos exercitar elevados valores de Humanidade, Integridade, Justiça, e Igualdade. Precisamos de mais pessoas assim no nosso mundo.

Por Paulo Néry

EM TEMPO: O Próximo post será uma distribuição de novos selos que ganhei das minhas queridas amigas Maria José Rezende e Regina Goulart, e que com agrado os repassarei.

BREVE: A Bíblia segundo a Ufologia. Aguardem!!!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pax Vosbiscum- Um grito contra a Violência


Atendendo o convite de uma amiga e seguidora, a Beta, do blog MIX CULTURAL ( http://mixdeinformacao.blogspot.com/), que aliás, recomendo que todos visitem e sigam- resolvi participar da BLOGAGEM COLETIVA CONTRA A VIOLÊNCIA, compondo estas seguintes mensagens, que gostariam que fossem não somente lidas, mas "ouvidas" e entendidas, e que possais ser direcionadas pelos quatro cantos do país.

O que esta havendo com a "Cidade Maravilhosa"?

O que esta havendo com o Brasil?

O que esta havendo com o Mundo?

O que esta havendo com a Humanidade?

É natural em todos nós tenhamos dentro de si um grau de índole violenta. No entanto, somos racionais o suficiente para pensarmos e avaliarmos as conseqüências de nossos atos, bem como as atitudes que podem resultar mesmo com a perda de nossas vidas. Já se passou dois mil anos desde que um dos grandes líderes espirituais da Humanidade (se não foi o maior, ao menos o mais divulgado por toda a História) esteve entre todos os homens da terra para ensinar o amor ao próximo, o perdão, o respeito, a fraternidade.

Ele veio para ensinar que o amor é construtivo, que o perdão é divino, e que em torno de tudo isso, estamos aqui para vivermos num plano de fraternidade, onde possamos amar uns aos outros assim como ele nos amou, e ainda deu sua vida como exemplo de amor pela salvação espiritual dos seres humanos.


O que fizeram com ele foi um dos atos de violência mais degradantes que se poderia fazer com um ser humano. Ainda assim, meus amados, mesmo depois de 2.000 anos, há pessoas que agem como se vivessem em pleno Século I, e não falo apenas da violência física, pois esta pode ser até superável de acordo com a disposição de cada um - MAS O PIOR TIPO DE VIOLÊNCIA - É AQUELA QUE ATINGE A EMOÇÃO - a alma.

A VIOLÊNCIA MORAL, é esta a que mais é difícil de superar, e tivemos até um exemplo recente - o da estudante Geyse, da UNIBAN, que foi hostilizada pelos colegas de Universidade só porque trajava um vestido curto. Publiquei o caso no sábado pelo ARCANUM, e ao assistir o vídeo, vendo o populacho de intolerantes e imbecis lançando vitupérios contra a pobre moça. Me lembrei de uma cena do filme BEN- HUR, quando o personagem leva a mãe e a irmã leprosas para serem curadas por Jesus em Jerusalém, no exato momento que ele é julgado por Pilatos.

Chegando na cidade, Ben -Hur e sua família são hostilizados por pessoas aos gritos de "Leprosos!!!! Leprosos!!!", e jogando pedras. Pois bem, foi o que faltou fazerem contra a Geyse: Jogar pedras ou linchá-la (o que queriam). Era assim que agiam as pessoas de espírito e mente atrasadas do primeiro século da Era Cristã.

Como foi dito, tal comportamento é paradoxal para estudantes universitários, que agiam como seres inferiores e que ainda não aprenderam o verdadeiro significado da palavra Humanidade. Mas existem outros casos semelhantes, muito embora não tenham tido a repercussão do caso da Geyse- entretanto, conhecido ou não, sabemos que tais fatos ocorrem diariamente, a qualquer momento e a qualquer hora. O Problema da INTOLERÂNCIA ainda é uma algema a ter seus grilhões rompidos, se todos se unirem contra ela. Basta vontade de muitos.

E por que não falarmos das violências das grandes Metrópoles?
Opa! e quem disse que também nas cidades pequenas não existe violência?

Lembremos que também a violência atinge ambas as camadas da sociedade, todas. Ninguém escapa. E por que isso? será o desemprego? ou será também a IMPUNIDADE que incentiva as pessoas a cometerem crimes?

Afinal, o Estado não deveria proteger a sociedade dos violentos e psicopatas? onde esta este PODER INVISÍVEL que ninguém nunca viu, mas que de acordo com a Democracia, ela garante a todos o direito de ir e vir das pessoas e de protegê-las.
No entanto, tal não procede, pois estamos vendo cada vez mais absurdos e absurdos dispositivados por um Poder Judiciário cada vez mais corrupto, que prefere condenar há dez anos uma mulher que rouba um pacote de arroz no mercado para dar a seu filho do que condenar um empresário rico que rouba do contribuinte honesto, comete uma série de atrocidades evidentes perante a sociedade, e esse elemento não fica um dia na cadeia. Que justiça é esta????

ISTO TAMBÉM É VIOLÊNCIA.

Algo a se observar

As eleições estão ai para o ano que vem. Pensem bem em quem vão votar. E não apenas isso, mas esta na hora de EXIGIR e COBRAR de seus eleitos.
Vamos protestar contra todos estes tipos de violência, pois esta na hora de dar um basta.

Obrigado a todos por me atenderem.
Pax Vosbiscum

Por Paulo Néry

domingo, 1 de novembro de 2009

Minha saída do Dihitt


Prezados amigos.

Estive poucas semanas no Dihitt, a convite da amiga Sara. Achei interessante o espaço, sobretudo porque é um veículo de divulgação de notícias e de suas próprias notícias, onde, ao que percebi, também uma ferramenta de divulgação de blogs. Fiquei honrado com a amizade e o coleguismo de alguns membros com quem tive prazer de trocar idéias e comentários, fosse no dihitt ou fosse nos seus blogs pessoais. A eles, expressarei meus agradecimentos ao fim deste post.

O Motivo da minha saída: não consigo entender como que entre 101 "amigos" adicionados ao seu perfil, apenas 5 ou 6 amigos comentam, ou se não, votam nas suas notícias. Sinceramente, fiquei triste com esta situação, pois sou do tipo que, se não me dão ouvidos ou não sou bem vindo em determinado recinto, eu me retiro, pois não quero causar nenhuma espécie de desconforto para o grupo. Para todos os meus adicionados, dei meu voto e até comentei, mas apenas menos de um terço votavam ou comentavam. Sou do pensamento que "uma mão lava a outra", pelo menos, por camaradagem (onde estaria então esta chamada "amizade" no dihitt?)

No geral, tive apenas entre 10 a 22 votos, em cada um dos posts que mandei. O Artigo referente ao Sudário, por exemplo, que teve até 22 votos, esperei que fosse ir para as notícias populares. Só não foi porque faltou "outros amigos" para darem o voto ou comentar se quisessem. Nunca deixei de votar nas noticias de nenhum dos meus adicionados (algumas vezes, nem lia, mas votava assim mesmo), mas grande parte deles parece que esqueceu de mim. Bem, se o fato é porque os posts do ARCANUM não são dignos de notícias ao membros do Dihitt, peço desculpas. Este bloguista não estará mais para divulgá-los.

Mas o pior não é isso. O pior são aquelas pessoas que te pedem para serem adicionadas para "comentar noticias" ou "trocar informação", talvez mesmo com intuíto que vc vote somente nas notícias deles, mas e eles a votarem ou comentarem os seus? Desculpe aos amigos leitores, mas é coisa que não consigo engolir.

Sem mais, quero deixar claro que não responsabilizo o espaço e seus administradores. O que fiz fui levado a fazer por uma visão particular.

Quero agradecer a estes seres de luz que conheci no dihitt, que foram fiéis, com os quais mantenho em parceria no ARCANUM, e que regularmente estarei visitando seus espaços e comentando algum artigo

WILLIAM JUNIOR do blog METENDO O BICO
JOICI CRISTINA e EBRAEL do blog PERIPÉCIAS DO MUNDO
DEUSA do blog DO MUNDO A a Z
NADIR do blog PENSAMENTOS DE IRACEMA
SARA LIMA do blog COISINHAS DA ESCRIBA
JORGE MURTA do blog SEMEANDO ESTRELAS

A vcs obrigado pelo carinho. Deus os abençoe

Na paz

Paulo Néry

sábado, 31 de outubro de 2009

Até onde Pode ir o Preconceito e a Intolerância "Humana"?


Assisti a estes dias na TV num noticiário de tele-jornal um espetáculo digno de pessoas que, ao meu ver, não saíram do estado primitivo do preconceito e de toda intolerância. O que é mais surpreendente, é que os autores são estudantes universitários, pessoas acessíveis a informação e a cultura, sem contar que poderíamos esperar de tais uma esmerada educação e formações humanísticas. Deus salve este país se serão estes o futuro do Brasil.




A estudante do curso de turismo da unidade de São Bernardo do Campo (região metropolitana de São Paulo) da Uniban (Universidade Bandeirantes) Geyse Arruda seguia para sua rotina normal de mais uma aula na faculdade. Mas para sua desagradável surpresa, não foi uma rotina normal, e tudo porque ela usava um vestido curto. Logo, veio a se formar uma legião de vândalos que começaram a hostilizá-la, que resolveram cercá-la e seguir a jovem até a entrada dela na sala de aula. Agressões verbais de baixo galão ofendendo a dignidade da moça não vieram a faltar. Assim, passo aqui o vídeo do youtube com a reportagem do caso e as cenas que chocam profundamente.






Em uma entrevista dada ao apresentador Geraldo Luís, do programa Geraldo Brasil, da TV Record, Geyse disse que sempre usou vestidos curtos e calças apertadas. Ela afirmou que nunca teve problemas por causa disso. Ela disse que sempre foi assediada por homens dentro da faculdade e que pretende voltar às aulas mesmo que, para isso, seja necessário ser escoltada por policiais. Disse ainda que usou o vestido em vários outros lugares, inclusive, dentro de um ônibus de transporte público, e não teve problema algum. Geyse disse estar chateada com a repercussão que o caso ganhou e chegou a se emocionar. Ela disse que tentou se preservar.

- Eu não desejo [o que aconteceu] para ninguém. Nas reportagens, eu não mostrei meu rosto, eu queria me preservar. Eu não sou o que falaram. Pessoas me julgando pela minha roupa, me trataram como se eu fosse um animal, como um problema na faculdade.

A jovem já afirmou que procurará um advogado para exercer seus legais direitos.

COMENTÁRIOS E CONCLUSÃO: Não obstante ao que foi falado, um comportamento digno de BÁRBAROS por parte desta galera de infelizes, que merecem cada um" tomar da dose" como deram para a estudante, para entenderem o que é ser excluído, e o que é sentir a corda do preconceito no seu pescoço.

E Mesmo que a moça fosse uma leviana, isto não é razão para humilhar um ser humano. Se ela fosse uma prostituta ou não, isto seria problema dela, qual o incômodo? Mesmo porque existem certamente mulheres que são prostitutas que podem ser muito mais dignas do que aquelas que aparentemente são respeitáveis perante a sociedade, mas agem no oculto. Quem não nos garante que entre as legiões de vituperantes não havia um ou outra mulher com este perfil?

Sem contar a multidão de homens também, que ficaram a babar pela Geyse, mas que ainda assim não deixaram de lançar seus vitupérios vulgares contra a moça

Isto se chama HIPOCRISIA.

Por esta não esperava, queridos amigos e amigas, e quando vi as imagens, pensei que pudesse estar sonhando, mas infelizmente não foi um sonho, mas vi um pesadelo real, visto pela TV e já divulgado pela rede mundial de vídeos, o Youtube.

Que isto sirva de reflexão por hoje. Temos o Direito de fazer isto com um ser humano?

Paz e bem

por Paulo Néry


domingo, 25 de outubro de 2009

Mais um selo para o Arcanum


Saudações meus amigos e amigas.

É com imensa satisfação que recebo da amiga JOICI CRISTINA, do blog AS PERIPÉCIAS DO MUNDO (http://souumalongafrase.blogspot.com/ ) o selo ESSE BLOG MERECE UM OSCAR.

JOICI, agradeço de imenso, e desejo a vc muitas felicidades e sucessos nos seus projetos. Estou anexando seu endereço entre os blogs que sugerimos no ARCANUM. Obrigado

Como regra, terei que repassar este gentil selo para 5 (cinco) blogs. Estes são os contemplados por mim, que deverão fazer o mesmo:

1-COISINAS DA ESCRIBA, de Sara L. Lima (http://sllapontamentos.blogspot.com/)

2-SEMEANDO ESTRELAS, de Jorge Murta (http://semeando-estrelas.blogspot.com/)

3-SEM FRONTEIRAS PARA O SAGRADO, de Norma Villares (http://semfronteirasparaosagrado.blogspot.com/)

4-PENSAMENTOS DE IRACEMA, de Nadir/Evelyn-


5-POR UMA VIDA MELHOR de Julimar Murat (http://julimarmurat.blogspot.com/)

A vcs, queridos amigos, parabéns, e sucesso.
Como sempe, agradeço aos nossos parceiros e seguidores que prestigiam o nosso espaço.

Pax et Lux
Paulo Néry

domingo, 11 de outubro de 2009

Pelas Crianças do Mundo Todo. Uma Reflexão.

o
"Trouxeram-lhe, então, algumas crianças para que lhes impusesse as mãos e orasse;mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse:Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus."
(Mateus 19.13-14)

Resolvi abrir este artigo com esta passagem do Evangelho de Mateus para homenagear as crianças de toda a parte do mundo. Não importam qual sejam sua raça, suas condições sociais, sejam as saudáveis ou as enfermas, toda criança tem direito a vida, as melhorias, o bem estar, a educação, o lazer, e sobretudo de tudo, a FELICIDADE.

Assim como tais datas que podemos oficialmente celebrar em função do comércio, como o dia das mães, dos pais, o Natal - o dia das crianças também não deixa de faltar. Mas lembremos que independente destas funções comerciais com intuíto de exploração e fatura nas lojas, o verdadeiro significado, o espírito humanístico, infelizmente vem se perdendo. Pois lembremos que na data que celebraremos amanhã, dia 12 de outubro, nem todas as crianças vão sorrir.

Lembremos, então, daquelas que principalmente faltarão um sorriso nelas. Sem desmerecer claro as demais, são justamente aquelas que nada tem para comemorar que merecem a atenção máxima.

Pensemos nestas que estão largadas a própria sorte do destino, muitas vezes por culpabilidade de pais irresponsáveis e inconseqüentes, ou daquelas que por condições das injustiças sociais são marginalizadas. Parafraseando Jesus, diria que tais pessoas que discriminam a estes pequenos, seria melhor que "ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço".

Não apenas lembremos de dar um brinquedo a elas, apesar de sabermos bem que nem todos tem este privilégio. Para estas, além dos brinquedos, devemos dar a elas toda a atenção, calor, afeto, e amizade. Como ja dizia Oscar Wilde, " melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes". Tendência delas também virem a se tornarem adultos bons, e de grande valor para a sociedade. Tudo que precisamos, nós todos, é darmos oportunidades para elas.

Padre Edward Flanagan (1886-1948), da "cidade dos meninos"(Boys Town/Nebraska, EUA), já dizia: "Nenhum menino é mal, se vc der a ela a oportunidade de ser bom". Breve será escrito um artigo sobre este religioso que tirou muitas crianças abandonadas das ruas, em plena época da Depressão.

Que possamos refletir sobre isso. Sempre.

Por isso, nosso tributo, carinho, amizade e amor para todas as crianças do mundo, vindo do Arcanum e seus seguidores.

Deixo aqui uma poesia, composta pelo meu finado pai em 1984, chamado MEU MUNDO DE CRIANÇA:

Belo mar do meu passado,
tão saudoso eu te deixei...
Esta saudade é meu fado,
perdendo o que tanto amei!
-Não mais estando a teu lado,
eu nunca te esquecerei!
Lembro-me quando brincava,,
nas noites de lua cheia:
o luar manso banhava
as dunas brancas de areia,
minha praia iluminava,
clareando minha aldeia.
- e o mar comigo escutava
cantar ao longe a sereia!
Belo mar do meu passado,
revivi porque sonhei,
o tom de bruma azulado
dos rochedos que adorei,
e o mar, sereno e calado,
este mar que eu recordei,
brincava no meu passado,
onde, em menino brinquei!
Naquela costa querida,
de orla branca que adorava,
pedaço de minha vida,
que tão tristonho eu deixava!
-E na hora da partida
meu mundo não mais cantava;
dando adeus, em despedida,
o mar, plangente, chorava!
As ondas, também chorando
perdiam toda a esperança,
e rolavam, soluçando,
naquela tarde tão mansa,
que recordo suspirando,
na saudade que se lança
da praia que fui te deixando...
-de céu azul e bonança!
E o mar... lá longe ficando...
onde o olhar não mais alcança...
Sou feliz imaginando
outras crianças brincando
no meu mundo de criança!

NÉRY TELLES PEREIRA
Anuário Poetas do Brasil 1984
Organização de Aparício Fernandes
1º Volume

Feliz dia das Crianças, e para todos aqueles que tem uma dentro de si.

Por Paulo Néry

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Premio Magia

No momento que escrevo são 23h55, cinco minutos para meia noite, e ainda estou acordado executando uns trabalhos quando recebo um e-mail carinhoso de minha amiga Beth Reis, me contemplando com o PRÊMIO MAGIA, de seu blog Maktub, que todos devem visitar e seguir, cujo link é http://bethreis.blogspot.com/.

Não podia dormir sem antes prestar meus agradecimentos a Beth pelo prêmio, como agradeço também a todos os leitores e seguidores, pois o prêmio também é inteiramente dedicado a todos vocês. Obrigado, amigos

Agradeço pelo carinho, Beth, muito obrigado e muita luz em sua jornada. Bjs em seu coração.

Paulo

Prêmio "Dardos"


Prezados leitores e seguidores.

É com grande satisfação que anuncio que o ARCANUM ganhiou o "Prémio Dardos", de minha parceira e amiga Sara Lima, do blog COISINHAS DO ESCRIBA( http://sllapontamentos.blogspot.com ) que por sua vez ganhou de Rosane Madjarof, e em sinceridade estou muito orgulhoso pelo prêmio. Mas cabe aqui explicar o que vem a ser este prêmio.

O "Prêmio Dardos" é o que dá a cada blogueiro o reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda, transmissão de conhecimento. Além disso, também é uma ajuda mútua de divulgação entre os blogueiros, sem interesses pessoais, visando apenas ampliar pela net todo o serviço de informação e transmissão através de pessoas que, como nós, tem a intenção de divulgar matérias voltadas para as áreas de interesse humano.

Regras:

1. Você terá que aceitar o award e colocar em seu Blog, juntamente com o nome da pessoa que lhe deu o prêmio e o link do seu Blog;

2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio. E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação.

OS BLOGS VENCEDORES SÃO:

1-SEM FRONTEIRAS PARA O SAGRADO(http://semfronteirasparaosagrado.blogspot.com/), de NORMA VILARES

2-A ARCA DO AUTO CONHECIMENTO (http://arcadoconhecimento.blogspot.com/) de MARIA JOSÉ REZENDE.

3-TOQUE DO ANJO (http://toquedoanjo.blogspot.com/) de SIMONE ANJOS

4-LUMA ELORA AISLIN, A BRUXA (http://lumaeloraaislinabruxa.blogspot.com/) da minha querida amiga LUMA ELORA

5-EMANAÇÕES (http://emanacoes.blogspot.com/) de GRAÇA SOUZA

6-VIDA, LUAR, AMOR, SOLAR (http://ludmillamattos.blogspot.com/) de LUDMILLA MATOS.

7-TARÔ, ESTUDOS E PESQUISAS (http://tarotestudos.blogspot.com/) de VERA CHRYSTINA COSTA

8-PURVIANCE, CHAPLIN, CINEMA E SOLIDÃO (http://purviance13.blogspot.com/) de CARLA MARINHO

9-FILMES QUE EU VEJO (http://filmesquevejo.blogspot.com/) de MAGDA MIRANDA & CARLA MARINHO

10-MUNDOS DA MI (http://mirhyamcanto.blogspot.com/) de MIRHYAM

11-MAKTUB (http://bethreis.blogspot.com/) de BETH REIS

12-ARCANA MUNDI, ESTUDOS EGÍPCIOS (http://estudostarotegipcio.blogspot.com/) de
MARCELA ALVES

13-MIX CULTURAL (http://mixdeinformacao.blogspot.com/) de BETA

14-EVOLUÇÃO ESPIRITUAL (http://evolucaoespiritual1.blogspot.com/) de APRENDIZ

15-VIDEOTECA CATÓLICA (http://videotecacatolica.blogspot.com/) do PADRE RICARDO RIBEIRO.

Muitos destes espaços fiz questão de visitar. Vim, vi e gostei, e doravante farão parte da lista de blogs sugeridos pelo ARCANUM. Que possamos cada vez mais sermos úteis à Humanidade através do conhecimento que temos em bagagem.

Parabéns aos ganhadores e muita paz. Todos mereceram.

Por Paulo Néry

domingo, 4 de outubro de 2009

Blogagem Colectiva - Marcha Mundial Pela Paz



A Marcha Mundial é uma iniciativa do Mundo sem Guerras, organização internacional ativa há 15 anos. A Marcha é um conjunto de iniciativas de pessoas, organizações, instituições de todos os continentes que querem ser protagonistas e ativos na mudança da situação global de violência que vivemos hoje.Uma equipe de 100 pessoas de vários países sairá da Nova Zelândia e, durante 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades dos 5 continentes, findando em 2 de Janeiro de 2010, em Punta de Vacas, na Argentina.

Enquanto essa equipe faz esse trajeto, milhares e milhares de ações ocorrerão pelo mundo afora. Para conferir a agenda da Marcha pelas cidades do Brasil, clique aqui!!


Ebrael Shaddai


Objetivos:Denunciar o risco que corremos de um conflito nuclear, que além de estarem com as granndes potências, também pode estar em mãos de terroristas e mafiosos;Pressionar os governos, por meio da pressão da opinião pública internacional, para que renunciem Às guerras, definitivamente;Evidenciar outras formas de violência (econômica, racial, sexual, religiosa, etc.);Criar uma consciência global da necessidade de uma verdadeira paz e repúdio de todas as formas de violência.

Aquele que acreditaLanza del VastoAquele que acredita que se pode chegar à Verdade pela especulação e pelo cálculo, jamais descobrirá a evidência. Ao Uno não se chega pelo cálculo. O intelecto não atinge a evidência senão através de um acto de amor.O que a ciência procura é o lucro e a dominação: não a verdade mas sim o fruto.

É então a mais formidável renovação do pecado original com a sua consequência lógica: a morte.O nosso corpo é o único instrumento de penetração da natureza; um instrumento de conhecimento da realidade ao mesmo tempo que um instrumento de realização de ideias. A sensação nunca nos engana; somos nós que, por vezes, a interpretamos erradamente.

O céu está nos nossos olhos, a luz na nossa inteligência.Nós obedeceremos a bons mestres, se eles o são, e nós os forçaremos a serem bons desobedecendo quando eles deixam de o ser.Quando ao meu companheiro que me pergunta se deve andar nu, eu respondo: o erro do naturista, daquele que vê a sociedade como falsa e má e se esforça por a rejeitar em bloco, como dos reformadores que procuram "arranjos" políticos ou económicos parciais, é de querer resolver os problemas no plano onde eles se colocam. Nem a verdade nem a solução se encontram nesse plano. Resolver um problema ou um conflito, é elevar-se e elevar as gentes a um plano onde o problema já não se coloca.É preciso aprender a estar "no mundo" sem ser "do mundo".

A não violência não consiste em recusar toda a autoridade porque a autoridade se exerce geralmente pela violência. O problema não é fundar uma comunidade sem regras nem chefes, o que é impossível, mas de ter regras e chefes não violentos, isto deve ser concebido e em seguida feito.Nós pensamos que nenhum homem livre tem o direito de punir um outro. O homem livre é aquele que conhece a Lei, reconhece a sua falta e se pune a si mesmo.Qualquer um que é testemunha de uma falta não o deve denunciar, mas ele deve encontrá-lo em segredo e pedir-lhe em nome da Regra para reparar a sua falta. Se o culpado resiste, a testemunha deve tomar sobre si próprio a reparação. Toda a justiça da Ordem se baseia sobre esta prática: é a jóia da Regra.

Por Sara Lima & Paulo Néry