Sábado, 19 de Julho de 2008

Transcomunicação Instrumental

Quando ouvimos a falar em comunicação com os mortos, geralmente nos referimos a “médiuns” que são os meios de comunicação entre os encarnados e os desencarnados, ou que permitem que os estes falem através de si.

E se em vez disso os desencarnados pudessem falar conosco diretamente, sem intermediários?

Imagine por um momento que você é o morto, o desencanado, e que seu corpo sucumbiu, mas a sua mente, personalidade, e a alma sobreviveram. Você está surpreso com isso e quer contar aos outros, especialmente aos seus amigos céticos, tudo o que está acontecendo – você quer comunicar-se conosco.

Mas se você fosse capaz de gerar alguns sons num gravador de fita K-7, poderia alguém detectá-los, e prestar-lhes atenção? Geralmente é difícil detectar sinais fracos – e você nada mais é do que um espectro, um espírito, e provavelmente sem muita energia. Os seres humanos são os melhores detectores de padrões que existem. Detecção de padrões, neste exemplo, seria a habilidade de discriminar o sinal entre ruído. É exatamente isso que está acontecendo, segundo algumas pessoas. Se você escutar cuidadosamente, você pode ouvir as vozes dos entes desencarnados nas gravações de fita.

A TCI (Transcomunicação Instrumental) é um processo em que trechos de voz ou vozes são embutidos na gravação em fita magnética através de um processo que ainda não é bem compreendido. A voz embutida do “fantasma” pode ser ouvida quando a fita é tocada num gravador de fita comum. Segundo os transcomunicadores, ela pode ser utilizada como prova científica de que realmente a morte não existe. As técnicas evoluíram muito desde o início dos experimentos.

Segundo Sonia Rinaldi, fundadora da ação Nacional de Transcomunicadores – ANT - e uma das grandes pesquisadoras do assunto no Brasil, o país tem hoje os melhores resultados do mundo. Sonia passou a se interessar pelo assunto em 1988, quando freqüentava o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas - IBPP - dirigido pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade. Foi ele quem sugeriu que iniciasse as gravações, e como naquela época não havia qualquer tipo de orientação, resolveram então seguir a intuição. Os resultados foram positivos, mas foram cerca de 16 anos para alcançar uma evolução notável, que começou com um simples gravador e evoluiu para os telefonemas para o "outro lado", com sincronia de imagens.

Com um PC e um rádio de ondas curtas, várias pessoas gravam conversas com parentes e amigos mortos. Analisadas por peritos, que confirmam sua veracidade, as gravações estão atraindo o interesse da ciência.

Vida após a morte. Para quase todos nós, tais palavras compõem, no máximo, uma interrogação. Uma afirmação nesse sentido teria de, no mínimo, vir acompanhada de uma convincente explicação científica. Caso contrário, soaria como um desejo místico ou pregação religiosa. Tal possibilidade, entretanto, nunca apresentou tantas evidências como agora. Como se verá adiante, a chamada transcomunicação está conseguindo o que antes era apenas ficção de contos da Kripta: mostrar que os mortos habitariam outra dimensão física e temporal, de onde podem se comunicar com os vivos. São evidências fortes e a ciência não consegue mais ignorar.

Um grupo ainda relativamente pequeno de médicos, engenheiros, psicólogos, músicos, donas-de-casa - pouco mais de 900 no Brasil e cerca de dez mil no mundo - está trabalhando para provar a existência de alguma forma de vida após a morte. Eles conversam com parentes e amigos mortos por meio de equipamentos eletrônicos. Diferente da chamada mediunidade (característica que distingue os que afirmam que têm contato com os mortos), praticada por espíritas, esse novo tipo de fenômeno permite uma análise pelos instrumentos da ciência.

Mas para entendermos este procedimento, teremos que recuar um pouco ao tempo, e como tudo isto começou a ser descoberto:

Com a ascensão do Espiritismo começando com as “batidas misteriosas” das irmãs Fox no século dezenove, tem havido muitas tentativas de “contato com os mortos” realizados a título de estudos científicos.

Thomas Alva Edison vislumbrou novas tecnologias, algumas das quais ele inventou, como um meio através do qual os espíritos poderiam tentar se comunicar conosco. Aparentemente, ele esforçou-se para fazer contato através de um tipo de aparelho fonográfico na década de 1890. Então, no final da década de 1920, ele tentou fazer contato com os espíritos de defuntos queridos através de certo tipo de equipamento químico. Diz-se que vozes de espíritos foram captadas pela primeira vez em gravações fonográficas em 1938, sete anos após a sua morte.

Contudo, foi com Friedrich Jürgenson (1903-1987) que o estudo da TCI realmente se inicia. Jürgenson era em alguns aspectos um homem da Renascença – arqueólogo, filósofo, lingüista, um pintor que foi comissionado pelo Papa Pio XII, cantor de ópera, e produtor de documentários cinematográficos. O interesse de Jürgenson em Transcomunicação Instrumental aparentemente começou quando, após ter gravado gorjeios de pássaros num gravador de fita, ele podia ouvir vozes humanas nas fitas, mesmo que não houvesse ninguém nas proximidades.

Em 1957 Jürgenson comprou um gravador para registrar a sua própria voz. O uso do aparelho trouxe-lhe inesperadas sensações. Como que recebia mensagens telepaticamente quando o usava, acompanhadas de visões e de uma sensação de profunda paz. A sua perplexidade perante algo que aparentemente era apenas do domínio da ficção científica seria desfeita em 1959, quando, numas férias de Verão com a Esposa, o gravador reproduziu não apenas o chilreio dos pássaros que pretendia registrar, mas uma voz masculina que se exprimia em Norueguês, falando acerca do canto noturno das aves.

Friedrich não sabia o que pensar. Seriam vozes de habitantes de outros planetas? Em breve captou no seu gravador uma mensagem da sua falecida mãe que o tratava pelo diminutivo de Friedel, como em vida.

Este evento surpreendente naturalmente despertou seu interesse, e ele voltou sua atenção para realizar gravações do nada – ou seja, gravações feitas num lugar tranqüilo sem ninguém por perto. Ele continuou a detectar vozes nessas fitas, e seus estudos levaram à publicação em 1964 do livro Rosterna Franz Rymden (“Vozes do espaço”), traduzido para o português com o título de “Telefone para o Além”.

Friedrich continuou as suas experiências, captando mensagens em todas as línguas que dominava. Para além do gravador começou a usar o rádio, sintonizado em 1485.0 kHz, ainda hoje conhecida como a freqüência Jürgenson.

Subseqüentemente ele reconheceu algumas das vozes apanhadas no seu gravador de fita, incluindo a da sua mãe, que o chamava pelo seu apelido carinhoso. Contudo, sua mãe já era falecida e lhe parecia natural presumir que ela estava se comunicando do além-túmulo. Assim, ele chegou à conclusão de que todas as vozes que ele havia gravado eram vozes de pessoas mortas. Em 1967 publicou Sprechfunk mit Verstorbenen (“Rádio-link com os mortos”).

Esta fase da vida de Friedrich foi de muito trabalho. Sem abandonar as pesquisas de E.V.P., continuou a pintar, a trabalhar na preservação das ruínas de Pompéia (então ameaçadas pelo vandalismo), produziu diversos documentários e recebeu do papa Paulo VI a Ordem de Gregório Magno, pelos serviços prestados ao Vaticano.

Em 1968 editou o seu terceiro livro, "Radio and Microphone Contacts with the Dead" (Radio och Mikrofonkontakt med de Döda, Nybloms, Uppsala).

Em 1978 deu a sua terceira conferência de imprensa sobre a pesquisa das vozes do Além, a que chamava então pesquisa audioscópica. Previu que em breve as comunicações se registariam pela televisão, o que viria a acontecer.

Jürgenson viu os seus livros traduzidos para Alemão, Holandês, Italiano e Português, no início da década de 80. Faleceu em Outubro de 1987, deixando um vasto acervo de gravações do que se julgam ser, salvo melhor explicação, as vozes dos chamados "mortos".

O Dr. Konstantin Raudive (1906-1974), um estudioso de Carl Jung, era um psicólogo da Letônia que lecionava na Universidade de Uppsala na Suécia. Ele esteve absorvido em interesses parapsicológicos durante toda a sua vida, e especialmente com a possibilidade de vida após a morte, e se manteve em contato íntimo com os maiores pesquisadores psíquicos Britânicos.

Em 1964 Raudive leu o livro de Jürgenson, "Telefone para o Além", e ficou tão impressionado que arranjou um encontro com Jürgenson em 1965. Ele então trabalhou com Jürgenson para realizar algumas gravações de TCI, mas seus primeiros esforços deram pouco resultado, se bem que eles acreditavam poder ouvir vozes muito fracas e abafadas.

Contudo, certa noite, quando ouvia uma gravação, ele escutou claramente muitas vozes e quando reproduzia a fita repetida vezes começou a entendê-las todas – algumas em alemão, outras em letão, outras em francês. A última voz na fita – uma voz feminina – dizia “Vai dormir Margarete” (“Vá dormir Margarete”).

Raudive escreveu posteriormente (em seu livro Breakthrough): “Estas palavras me causaram uma impressão profunda, pois Margarete Petrautzki tinha morrido recentemente, e a sua doença e morte tinham me afetado muito.” Atônito com tudo isso, ele começou então a pesquisar tais vozes por conta própria, e passou a maior parte dos seus últimos dez anos de vida explorando fenômenos de voz eletrônica. Com a ajuda de diversos especialistas em eletrônica, ele gravou mais de 100.000 fitas de áudio, a maioria das quais foram realizadas sob o que ele descreveu como “condições estritas de laboratório”. Às vezes ele colaborava com Hans Bender, um parapsicólogo alemão muito conhecido. Mais de 400 pessoas foram envolvidas em sua pesquisa, e todas aparentemente ouviram as vozes. Isto culminou com a publicação em 1971 do seu livro Breakthrough, anteriormente mencionado. Seu impacto foi tal que estes fenômenos são agora comumente conhecidos simplesmente como “vozes Raudive.”

Raudive desenvolveu diferentes abordagens para gravação de TCI, e ele se referia a:

1.Vozes de microfone: deixa-se simplesmente o gravador de fita rodando, sem ninguém falando; ele dizia que se podia mesmo desconectar o microfone.
2.Vozes de rádio: grava-se o ruído branco (de fundo) de um rádio que não está sintonizado em nenhuma estação.
3.Vozes de diodo: grava-se a partir do que é essencialmente um receptor de cristal (diodo) não sintonizado em qualquer estação.

Raudive delineou várias características das vozes (conforme apresentadas em Breakthrough):

1.“As entidades que emitem as vozes falam muito rapidamente, numa mistura de línguas, às vezes com cinco ou seis línguas numa única sentença.”

2.“Elas falam num ritmo definido, que parecer ser-lhes forçado.”

3.“O modo rítmico impõe um estilo curto, telegráfico, às sentenças ou frases.”

4."Provavelmente por causa disso, as regras gramaticais são freqüentemente abandonadas e abundam os neologismos.”

É claro que, para o cético, estas características são o que se pode esperar se na verdade as “vozes” são simplesmente interpretações errôneas de ruído “branco”, aleatório.


O termo, transcomunicação foi criado nos anos 80, na Alemanha, pelo físico e estudioso Ernst Senkowski e significa comunicação com o mundo extra físico. Segundo os dicionários modernos, quer dizer: comunicação com a verdade eterna ou comunicação transcendental.

Várias celebridades do mundo científico tentaram a TCI, dentre eles figuram Thomas Alva Edison, inventor da lâmpada e do fonógrafo, Gugliemo Marconi, precursor do rádio, Nikola Tesla, precursor do transformador e criador do motor de corrente contínua, e, no Brasil, o escritor Monteiro Lobato.

Oficialmente, o Brasil é pioneiro nestas pesquisas com o português naturalizado brasileiro Augusto de Oliveira Cambraia, inventor das fibras do tecido cambraia. Dentre as suas 16 patentes requeridas, está a do Telégrafo Vocativo, que deu entrada em 1909, com a finalidade de comunicação com os espíritos. E ainda, o Brasil é considerado o país mais avançado sobre os estudos referentes à TCI.

Não há país como o Brasil, onde ocorre o fenômeno da forma que conseguimos aqui. Temos registros e documentação completa de cerca de 300 telefonemas para o "outro lado", devidamente testemunhados por cerca de 260 pessoas que participaram das experiências. O nosso índice de reconhecimento da voz do falecido é de 83%, ou seja, altíssimo. Em outras palavras, foram centenas de pais que perderam seus filhos e puderam reconhecer a voz deles em dezenas de gravações. Cada telefonema que fazemos registra em média 50 ou 60 respostas, mas temos casos com até 160 frases-respostas dos falecidos. Isso tudo gravado em cd e ofertado gratuitamente aos pais que falaram com seus filhos falecidos por telefone, para que possam elaborar um relatório comentando o conteúdo das respostas e a possível identificação da voz do ente querido. Há cerca de um ano, iniciamos, por orientação dos "comunicantes", a gravação simultânea de telefonemas e vídeo, com sucesso. Já recebemos imagens em vídeos que duram até 15 minutos, de sete falecidos, devidamente reconhecidos pelos pais. No vídeo, alguns falecidos têm até expressão facial, mas esse trabalho simultâneo ainda está se iniciando.” – Diz Sonia Rinaldi, fundadora da Associação Nacional de Transcomunicadores – ANT

Eis aqui fragmentos da entrevista que ela concedeu a Revista Cristã de Espiritismo, edição 28:

Em sua opinião, falta mais apoio para as pesquisas do mundo espiritual?

No Brasil, as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa a investigar e ter certeza racional baseada em evidências concretas. Mas isso não diminui o nosso ânimo, pois os resultados apontam que estamos no caminho certo.
Não existe apoio, porque qualquer pesquisa, como a que fazemos, inclui custos de equipamentos e análises técnicas de engenheiros e físicos. Fomos encontrar apoio apenas em um Instituto Americano, com o qual assinamos um contrato de pesquisa. Isso fez com que suspendêssemos, ainda que temporariamente, as reuniões para os cadastrados da Associação Nacional dos Transcomunicadores.

Como o aspecto moral dos transcomunicadores pode influenciar as comunicações em uma reunião?

Como dependemos em 100% de emissores, para podermos ter qualquer gravação, é de se imaginar que eles escolherão pessoas dignas como parceiros de trabalho. Sem ética, bons objetivos e decência, os contatos poderão ser estabelecidos com outras camadas de comunicantes.

Pode existir fraude em uma reunião de transcomunicação instrumental?

Dependendo da moral e do objetivo das pessoas, pode ocorrer fraude em qualquer coisa. Se estiver vinculada a dinheiro ou fama, isso pode ocorrer. Felizmente não envolvemos dinheiro nem muito menos temos interesse em aparecer. Faz uns três anos que estamos afastados do público para poder tocar a pesquisa.

Qualquer pessoa pode desenvolver a TCI?

Sim, claro. Por isso estamos elaborando cursos individuais – ou no máximo para Duas ou Três pessoas – para que possam aprender as técnicas que usamos. Como no momento isso teria que ser feito em minha casa, tenho que elaborar com calma as coisas. Mas se os leitores se interessarem, podem pedir informações através da Caixa Postal 67.005 – CEP 05391-970, São Paulo, SP. Interessados que venham a escrever para a caixa postal, por gentileza, acrescentar dois selos para resposta. Já que a Associação não tem fins lucrativos. Daremos preferência para associados da ANT (Associação Nacional dos Transcomunicadores) e pais que perderam filhos. Vale lembrar, também, que todos os livros da Associação trazem uma ficha que pode ser enviada para o mesmo endereço.

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSCOMUNICADORES (ANT)

A partir de 1988, um pequeno grupo composto por Dr. Hernani Guimarães Andrade, sua assistente, Profa. Suzuko, mais Sonia Rinaldi e Fernando Machado, iniciaram experimentos de TCI no IBPP – Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, em São Paulo.
Dr. Hernani foi quem alavancou a pesquisa científica de diversos fenômenos paranormais no Brasil – e quem introduziu o assunto TCI, em 1974 em nosso país.
O quarteto inicial trabalhou durante dois anos, quando em 1990 Dr. Hernani mudou-se para o interior de São Paulo – e Sonia Rinaldi e Fernando Machado deram continuidade aos experimentos.
Naquele ano, oficializaram a ANT – Assoc. Nacional de Transcomunicadores, que tinha e tem até hoje dois objetivos primordiais:
- levar o consolo àqueles que perderam alguém muito querido, por poder ouví-lo,
- e comprovar cientificamente a veracidade da sobrevivência após a morte física.
São esses dois tópicos que norteiam a ANT, hoje com aproximadamente 1.000 associados em todo Brasil.
As conquistas da pesquisa que desenvolveram, com apoio de cientistas, vão muito além de apenas receber Vozes.
Por exemplo:
- Já foram obtidos diálogos com o Além em tempo real, por aparelhagem;
- Resultados foram mostrados para cientistas americanos, no Congresso de Psicotrônica (1999);
- A qualidade das Vozes são cada vez mais claras;
- Também avança o projeto do Laboratório para Autenticação do fenômeno da TCI em parceria com o IONS (EUA);
- Nas reuniões de associados (trimestrais), centenas de pessoas tem testemunhado contatos com os mortos, ao vivo! Ou seja, foram gravados e colocados, de imediato, para os presentes ouvirem.

E mais:
- Mantém intercâmbio ativo com todos os centros de pesquisa do Exterior, como Itália, França, EUA, Espanha, Bélgica, Canadá, etc...
- Produzem uma revista trimestral (“Contatos Interdimensionais”) para manter os associados informados dos avanços


APOIO DA CIÊNCIA

Firmaram a união com pesquisadores e cientistas de uma das mais respeitadas universidades do país, e com os quais, vimos desenvolvendo trabalho para comprovar a realidade dos contatos em condições laboratoriais.

De acordo com Sonia Rinaldi:
Entendemos que as Religiões já vêm afirmando que se vive depois da morte há mais de 5.000 anos, mas o mundo não deu ouvido.
Quem sabe, se ao invés disso ser dito sob teor religioso, mas comprovado como uma verdade científica, tenhamos a disseminação efetiva dessa realidade – cujo resultado, imaginamos, será o de trazer mais responsabilidade para o Homem, enfim, novos rumos para a Humanidade
.

AS VOZES REVERSAS

Foram devido à união com esses cientistas que os experimentadores puderam conhecer novos fenômenos, dentre eles, o que reputamos de maior importância: as vozes reversas.
O que são?
Para entendê-las, é preciso lembrar que quando se grava algo, isso ocorre num sentido de tempo. Digamos que uma fita no gravador corre da esquerda para a direita, e isso demarca o fluxo do tempo transcorrendo.
No entanto, os Comunicantes Espirituais já demonstraram serem capazes de registrar mensagens não apenas nesse sentido de fluxo, porem SIMULTANEAMENTE no sentido reverso.
Em outras palavras:
AMBAS as gravações (contatos paranormais) ficam pairando um sobre o outro, sem que se mesclem.

EVIDÊNCIAS E PROVAS.

Mas é inegável que o fenômeno impressiona em especial as chamadas "vozes reversas", algo que dificilmente poderia ser forjado. Isto é, algumas mensagens só podem ser escutadas quando a gravação é ouvida de trás para frente, um artifício que conta com a ajuda do computador. A flautista Rosemeire Cassiano da Silva, em uma tentativa de se comunicar com seu irmão Beto, gravou: "Deixe uma mensagem para nós, por favor." A suposta resposta, quando ouvida no sentido reverso, surpreende: ouve-se claramente uma voz feminina com sotaque português, bastante melódico. Ela diz: "Vosso irmão manda avisar que ama você." Normalmente, o que se ouve quando um registro sonoro é tocado no sentido reverso é um emaranhado de sons sem sentido. Especialistas em fonética dizem ser praticamente impossível a formação de frases inteiras no modo reverso. Às vezes, tem-se a impressão de ter escutado alguma sílaba ou até mesmo uma palavra conhecida. Mas não passa disso.

Há, no entanto, casos espantosos de pessoas que afirmam ter sido contatada por telefone celular, bip e secretária eletrônica.
"Mensagem recebida em 10 de setembro às 21 horas e 36 minutos", ouviu no celular a psicóloga paulistana Zilda Monteiro. Ela não entendeu nada quando escutou a mensagem, um "eu te amo" sussurrado. Pensou em apagá-la, mas se lembrou de um estranho combinado. Era a voz de seu ex-marido Edson, que morrera menos de um mês antes. Quando estava se recuperando de um infarto, Edson combinara de ligar para o celular da ex-mulher. "Daqui ou de Lá", prometeu. Entrou em coma no dia seguinte e nunca mais acordou.

"Mostrei o recado para a mãe e a tia dele e elas reconheceram sua voz na hora", diz Zilda. Para tirar a dúvida, a ANT solicitou uma análise técnica ao engenheiro Alessandro Pecci, que comparou a voz de Edson vivo com a mensagem do celular. O resultado: "Conclui-se que não existem evidências que comprovem que os locutores tr1 (Edson vivo) e tst1 (voz gravada no celular) são diferentes, dada a proximidade dos coeficientes encontrados."

O assunto vem atraindo também o interesse de cientistas. O físico alemão e professor da Universidade de Mainz Ernest Senkowsky, que criou em 1980 o termo transcomunicação quando escreveu o livro Instrumentelle transkommunikation, transformou parte de sua casa em laboratório e pesquisa o assunto até hoje. Senkowsky começou seus experimentos em 1976. Até 1985, já havia arquivado mais de 25 mil vozes. A primeira que reconheceu foi a de seu pai, morto em 1959. Em um dialeto do leste da Prússia, o pai de Senkowsky o chamou pelo apelido de infância. "Eu não tento convencer os outros sobre a existência do fenômeno. Mas é impossível convencer alguém que está cego pelo ceticismo ou que fecha propositalmente seus olhos".

Ainda não há uma prova científica do fenômeno. "Há somente argumentos que são aceitos ou rejeitados pelas pessoas." Porém, a história da ciência mostra, lembra Senkowsky, que uma opinião aceita pela maioria dos cientistas é, geralmente, encarada como "prova". "Fenômenos paranormais, incluindo a transcomunicação, são interações físicas e psíquicas que se incluem dentro de um sistema holístico complexo, sobre o qual nossas regras de causa e efeito lineares não podem ser aplicadas", diz o físico alemão. "Não haverá provas disso até que todo o sistema científico seja ampliado para englobar todos os fenômenos paranormais", conclui. O endosso a essa opinião vem de um colega brasileiro.

"Do ponto de vista da ciência, esse fenômeno por enquanto não existe", afirma Euvaldo Cabral Jr, professor de Telecomunicações e Processamento de Sinais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), um dos poucos a não demonstrar preconceito em relação ao assunto, apesar de ser agnóstico, ou seja, não acredita em nenhuma religião. Mas, como ele mesmo ressalta, "da mesma forma que não há nenhum estudo comprovando a existência do fenômeno da TCI, também não há provas científicas de que ele não exista".
Tal rigor não é compartilhado pelos usuários da TCI. Segundo eles, a grande vantagem da comunicação via aparelhos eletrônicos é a possibilidade de ter, sim, sua veracidade comprovada cientificamente. "Pelas características que apresenta, o fenômeno se presta a uma análise científica nos moldes convencionais, na área de processamento de sinais", diz Cabral Jr. Para ele, isso é possível por envolver a geração de sinais elétricos - no caso, sons.

O caminho para se chegar a uma prova científica desse suposto fenômeno não é fácil. Primeiro, é necessário provar que ele é real, ou seja, que distúrbios elétricos não esperados ocorrem em dispositivos eletrônicos. Para isso, seria preciso construir um laboratório especial com blindagens eletromagnética e acústica à prova de quaisquer interferências externas, como sinais de rádio e sons ambientais. Caso o primeiro estudo conclua que realmente há interferências de causas desconhecidas ocorrendo em equipamentos eletrônicos, ele deve ser publicado em uma revista científica de renome internacional - como a Nature, a Science ou a Scientific American - para que possa receber críticas da comunidade científica internacional. A conclusão teria, então, de ser comprovada em outros laboratórios. Só assim, com o tempo, seria aceita como verdadeira.

Mais: se o objetivo é mostrar que as vozes realmente vêm do suposto mundo dos mortos, os sons atribuídos a eles teriam de ser comparados com a voz dos mesmos indivíduos quando vivos. Isso exigiria um grau de clareza e altura raras nas vozes registradas pelos experimentadores.

UMA REFLEXÃO

A Comunicação com os mortos não é bem vista em outras religiões, principalmente os cristãos protestantes (católicos também), que com base na bíblia, tiram suas conclusões de que isto não é de agrado a Deus.

Então, partamos aqui, amigos do ARCANUM algumas análises, no mínimo, filosóficas, para demonstrar um tanto ou um pouco de incoerência, de pseudos conhecedores das sacras escrituras, bem como do ensino religioso que tanto pregam. Vejamos:

a) Pedidos aos Santos
Não há sentido algum em ficarmos pedindo isto ou aquilo aos chamados “santos” se não existe comunicação com os mortos, pois se não há, nunca poderiam saber o que lhes estamos pedindo e assim sendo, também nunca poderiam nos atender. Logo, seria estranho, por exemplo, um católico não acreditar na comunicação dos mortos, e contudo acreditar na interseção dos santos.

b) Proibição da “evocação” dos mortos

Em Deuteronômio 18, 9-12 existe a proibição de evocar os mortos, como saber se há alguma lógica em proibir algo que, segundo os crentes e seus pastores evangélicos, não pode acontecer? Ora se houve a proibição de evocá-los é porque uma vez evocados poderiam atender-nos. Está aí o maior atestado desta possibilidade. E mais, para os que têm esta proibição como ordem direta de Deus, a coisa fica pior, pois Deus, a eterna sabedoria, proíbe a evocação dos mortos apesar de saber que eles não podem se comunicar, a menos que possibilite o veículo que muito bem o conhecemos, o da chamada MEDIUNIDADE.

c) A Bíblia

CONFORME em I Samuel 28, 7-20, o Rei Saul foi procurar uma pitonisa em Endor para se aconselhar com Samuel, que já se encontrava morto, sobre o que deveria fazer, pois este estava cercado pelo exército dos filisteus e não sabia como agir.
Mas não bastasse esta, temos um bem mais recente que aconteceu na época de Jesus, conforme nos relata o Novo Testamento . A narrativa é de Mateus 17, 1-9, nos mostrando Jesus, no alto do monte Tabor, após transfigurar-se conversa com Moisés e Elias. Sabemos que estes dois profetas já haviam morrido muito antes deste episódio. E se os mortos não se comunicam como então estavam eles, Moisés e Elias, conversando com Jesus, fato presenciado por Pedro, Tiago e João. Como, então, os irmãos cristãos (a doutrina espírita também é cristã) que recusam veementemente a comunicação com os mortos, dizendo que seja "coisa do diabo", poderia explicar esta passagem mencionada no texto sacro?

d) Aparições dos mortos

Existem inúmeros relatos, reconhecidos pela própria Igreja Católica, de pessoas que depois de mortas apareceram aos vivos. Quantas destas pessoas foram classificadas de “santas” após terem aparecido em algum lugar, conversando ou orientando aos fiéis.
Será que existe uma lei que regula isto tudo ou somente é permitido aparições de pessoas que pertenceram a esta ou aquela corrente religiosa? Bem sabemos que Deus é justo e o que faz para um de seus filhos fará a todos, assim estas aparições vêm, também, confirmar que os mortos se comunicam com os vivos.

e) Pedidos de preces das Almas do Purgatório

Um missionário apostólico francês, o Padre Jonet, fundou em Roma, no final do século passado, o Museu das Almas do Purgatório, no n.º 12 do Lungo Tevere Prati.
Esse museu está no subsolo da Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, onde estivemos, mas que é muito difícil que permitam visitá-lo, mesmo sacerdotes, e muito menos permitam fotografá-lo. Lá estão expostas peças oriundas dos fenômenos. Em algumas molduras nas paredes, elas estão em quadros grossos, protegidos por vidros. Ao todo são 280, com a identificação de nomes, datas, lugares em que os fatos aconteceram. Mais de 40% acontecidos antes da Codificação. O problema é que, pelos próprios relatos dos fenômenos passados dentro dos conventos e igrejas, com freiras, irmãs, confessores e até padres e bispos, eles vinham suplicar socorro, em preces, orações e missas. O “fenômeno mediúnico acarretava e patenteava a existência de leis da Eternidade.”

f) Mediunidade dentro da Igreja Católica

Sabemos que a mediunidade não é exclusividade da Doutrina Espírita, ela existe desde ao aparecimento do homem na terra, pois é uma faculdade inerente aos seres humanos, variando apenas no grau que cada um a possui.

Assim para nós dentro de toda e qualquer corrente religiosa vamos encontrar médiuns, o único problema existente é quem vai aceitar ou não, pois os atribuem somente ao Espiritismo.

Mas sempre haverá uma pessoa que assume o seu papel, mesmo diante de muita incompreensão, como o padre católico que recebe o espírito Frei Fabiano de Cristo.
A Revista Visão Espírita n.º 1, publicou esta matéria com o Padre Miguel Fernandes Martins, de Sobradinho, uma das cidades satélites do Distrito Federal onde ele dá uma entrevista, gravada em fita de vídeo, a Alamar Régis:

Alamar – Mas a mediunidade em um padre, é uma coisa muito esquisita, do ponto de vista tradicional, considerando os dogmas da Igreja. O senhor não fica sem jeito quando enfrenta os seus próprios companheiros de doutrina?

Padre Miguel – Não é que eu tenha vergonha da minha espiritualidade – vocês chamam de mediunidade, mas eu chamo de espiritualidade. Eu venho aceitando ela porque eu só tenho visto caridade no Espiritismo. Eu tenho visto pessoas que não acreditam em Deus e passaram a acreditar pessoas que se afastaram por muito tempo de Deus e voltaram pessoas que nunca leram o Evangelho e passaram a ler, porque o Frei deu o Evangelho Kardecista (?), porque ele não aceita outro Evangelho. Eu até brigo com ele porque ele diz que o “Evangelho Segundo o Espiritismo” é muito mais explicado e mais profundo que o da Igreja Católica. Apesar de eu não ver dessa maneira, ele acha isso.

Alamar – Como a Igreja vê essa sua situação, Padre Miguel?

Padre Miguel – A Igreja nunca aceitou. Já me ameaçaram até de expulsão. Uma vez eu saí na revista “Incrível”. Por isso ameaçaram rasgar minha batina. Tudo que eles querem fazer comigo, eles fazem. Eu sofro muita agressão por causa disso. Mas eu deixei correr. Se frei Fabiano quer realmente me ajudar, ele tem que dar o jeito de me proteger, que ele faça com que a Igreja aceite.

EM CONCLUSÃO, cada um tem o direito de tirar suas próprias conclusões, desde que nunca a tirem baseadas apenas em um único livro, cujos costumes e a maneira de pensar estão bem distantes, bem remotos ao nosso tempo. A Ciência existe, e vai caber a boa vontade dos cientistas de um dia estudarem profundamente o assunto, pois como tudo que um dia já foi ignorado até mesmo pela antiga ciência, vieram a se constatar as provas, como fizeram com Galileu Galilei, quando disse que o sol não girava em torno da terra, mas a terra é que girava em torno daquele astro. No momento que houver provas cabais e tergiversadas constatadas pela ciência, não há como a Humanidade ignorar que existe uma força suprema maior, e vidas além dessa. Não seria um passo a mais para a evolução espiritual do homem? Deixo isto como reflexão.

por Paulo Néry

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