quarta-feira, 30 de julho de 2008

Alquimia



"Ora, lege, lege, relege, labora et invenier"
(Ora, lê, lê, relê, trabalha e encontrarás)

Esta era uma das primeiras grandes lições que o mestre alquimista ensinava a seus discípulos.

Alguns opinam que a palavra "alquimia" vem da expressão árabe "Al Khen" ou ainda de raiz grega, "alkimya", que significa "o país negro", nome dado ao Egipto na antiguidade, e que é uma referência ao hermetismo, com o qual a alquimia tem relação.
Outros acham que está relacionado com o vocábulo grego "chyma", que se relaciona com a fundição de metais.

A origem da alquimia perde-se no tempo, sendo mais antiga do que a história da humanidade. Seu verdadeiro início é desconhecido e envolto em obscuridade e mistério.
Assim, seu surgimento confunde-se com a origem e evolução do homem sobre a Terra.

A utilização e o controle do fogo separaram o animal irracional do ser humano. Nos primórdios, não se produzia o fogo, porém ele era controlado e utilizado para aquecer, iluminar, assar alimentos, além de servir para manejar alguns materiais, como a madeira.
Bem mais tarde conseguiu-se produzir e manufacturar materiais com metal, a partir de metais encontrados na forma livre e posteriormente partindo dos minérios.



Muitos associam a origem da alquimia à herança de conhecimentos de uma antiga civilização que teria sido extinta.
Na Terra, já teriam existido inúmeras outras civilizações em diversas épocas remotas, dentre elas várias eram mais evoluídas que a nossa.
Estas civilizações tiveram uma existência cíclica, com o nascimento, desenvolvimento e morte ocorrida provavelmente por meio de grandes catástrofes, como a queda de um grande meteoro, inundações, erupções vulcânicas, entre outras. que acabavam por reduzir grandes civilizações a um número ínfimo de sobreviventes ou mesmo por dizimá-las, fazendo com que uma nova civilização brotasse das cinzas.
Os conhecimentos sobre a alquimia estariam impregnados no inconsciente colectivo de todas as civilizações até hoje ou poderiam ter sido transmitidos pelos poucos sobreviventes, desta maneira a alquimia teria resistido ao tempo.

Os textos chineses antigos se referem às "ilhas dos bem aventurados" que eram habitadas por imortais.
Acreditava-se que ervas contidas nestas três ilhas após sofrerem um preparo poderiam produzir a juventude eterna, seria como o elixir da longa vida da alquimia.
No ocidente, o Egito é considerado o criador da alquimia.



O próprio nome, cremos, é de origem árabe (Al corresponde ao artigo o), com raiz grega (elkimyâ). Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa "o país negro", nome dado ao Egito na antiguidade.
Os alquimistas relacionam a sua origem ao deus egípcio Toth, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes Trimegisto). Alguns alquimistas o consideravam como um rei antigo que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio e inventor das ciências e do alfabeto.
Por causa de Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética.

Os relatos mais remotos de doutrinas que utilizavam os preceitos alquímicos remontam de uma lenda que menciona o seu uso pelos chineses em 4.500 a.C. Ao que parece ela teria aflorado do Taoísmo clássico (Tao Chia) e do Taoísmo popular, religioso e mágico (Tao Chiao).
Porém os textos alquímicos começaram a surgir na dinastia T'ang, por volta de 600 a.C.

Na China, o mais famoso alquimista foi Ko Hung (cujo nome verdadeiro era Pao Pu-tzu, viveu de 249-330 d.C.) que acreditava que com a alquimia poderia superar a mortalidade. Atribui-se a ele a autoria de mais de cem livros sobre o assunto, dos quais o mais famoso é "O Mestre que Preserva sua Simplicidade Primitiva".



Teria aprendido a alquimia por volta de 220 d.C com Tso Tzu.
O tratado de Ko Hung, além da alquimia trata também da ciência da alma e das ciências naturais.
Sua obra trata tanto do elixir da longa vida bem como da transmutação dos metais.

Até então a alquimia chinesa era puramente espiritual e foi Ko Hung que introduziu o materialismo, provavelmente devido a influências externas. Ela foi influenciada também pelo I Ching "O livro das Mutações".
Posteriormente seguiu a escola dos cinco elementos, que mesmo assim permaneceu quase que completamente mental-espiritual.

Na China a alquimia também ficou vinculada à preparação artificial do cinábrio (minério do qual se extraía o mercúrio - sulfito de mercúrio), que era considerado uma substância talismânica associada a manutenção da saúde e a imortalidade.
A metalurgia, principalmente o ato da fundição, era um trabalho que deveria ser realizado por homens puros conhecedores dos ritos e do ofício. A transformação espiritual era simbolizada pelo "novo nascimento", associada a obtenção do metal a partir do minério (cinábrio e mercúrio).



A filosofia hindu de 1000 a.C. apresentava algumas semelhanças com a alquimia chinesa, como por exemplo o soma cujo conceito assemelhava-se ao do elixir da longa vida.
No Egito a alquimia teria surgido no século III d.C. e demonstrava uma influência do sistema filosófico-religioso da época helenística misturando conhecimentos médicos com metalúrgicos. A cidade de Alexandria era o reduto dos alquimistas. O alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV), que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria, escreveu uma grande quantidade de obras.

Nesta época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como por exemplo Maria, a judia, que inventou um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios actualmente, o "banho-maria", Kleopatra que possivelmente não seria a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia.

Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A alquimia possuía um pouco da imagem da população de Alexandria, era uma mistura das práticas helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas.

Alexandre "o Grande" foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes.
Os árabes, sob a influência dos egípcios e chineses, trouxeram a alquimia para o ocidente ao redor do ano de 950, inicialmente para a Espanha. Construíram-se escolas e bibliotecas que atraíam inúmeros estudiosos.

Conta-se que o primeiro europeu a conhecer a alquimia foi o teólogo e matemático monge Gerbert que mais tarde se tornou papa, no período de 999/1003, com o nome de Silvestre II.
Na Itália Miguel Scott, astrólogo, escreveu uma obra intitulada De Secretis em que a alquimia estava constantemente presente.
No século X, a alquimia chinesa renunciou à preparação de ouro e se concentrou mais na parte espiritual.
Ao invés de fazerem operações alquímicas com metais, a maioria dos alquimistas realizavam experimentos directamente sobre seu corpo e espírito. Esta retomada a uma ciência espiritual teve como ponto culminante no século XIII com o Taoísmo budaizante, com as práticas da escola Zen.

Podemos assim dividir a história da alquimia em dois movimentos independentes: a alquimia chinesa e a alquimia ocidental.

Na cidade de Alexandria, no Egipto, onde floresceu nos primeiros séculos da era cristã, a alquimia recebeu influência do neoplatonismo, que diz que a matéria, apesar de múltiplas aparências, é formada por uma substância única, sendo esta a justificativa para a possibilidade da transmutação.
Assim, o processo alquímico é obtido pela fusão dos quatro elementos fundamentais da antiguidade: fogo, ar, água e terra.



Foi graças às campanhas de Alexandre, o Grande que a alquimia se disseminou em todo o oriente. E foram os muçulmanos que a levaram novamente para a Europa, em razão da conquista Islâmica da Península Ibérica, particularmente para Al-Andaluz ao redor do ano de 950.
Assim, este florescimento da alquimia na península Ibérica durante a Idade Média está relacionado à presença muçulmana na Europa neste período.

Além de na Alquimia medieval estarem vários traços da cultura muçulmana, está também presente traços da cabala judaica, com a qual a Alquimia possui forte relação.

Durante a Idade Média muitos alquimistas foram julgados pela Inquisição, e condenados à fogueira por alegado pacto com o diabo. Por isto, até os dias de hoje o enxofre, material usado pelos alquimistas, é associado ao demónio.
A alquimia deixou muitas contribuições para a química, como subproduto de seus estudos, dentre eles, podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimónio), técnicas físico-químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de vários equipamentos de laboratório.

Na China produzia-se alumínio no século II e a electricidade era conhecida pelos alquimistas de Bagdad desde o século II a.C.



A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida. O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto.
É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias actuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência há muito tempo perdeu este caminho.
A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta.



O ideal alquimista não constitui a descoberta de novos fenómenos, ao contrário do que procura cada vez mais intensamente a ciência moderna, mas sim reencontrar um antigo segredo, que ainda é inacessível e inexplicado para a maioria.
Ela não é constituída somente de um caminho material, como por exemplo a transmutação de qualquer metal em ouro.
Antes de tudo a alquimia é uma arte filosófica, uma maneira diferente de ver o mundo.

Não podemos, no entanto, separar o material do espiritual, uma vez que na Terra estamos encarnados em um corpo, onde um sofre influência do outro, pois na realidade tudo é uma coisa só, uma unidade, o ser humano. Na alquimia ocorre a transmutação da matéria e do espírito ao mesmo tempo.
O alquimista adquire conhecimentos irrestritos da natureza, se pondo em um ponto especial de observação, vendo tudo de maneira diferente. Seria como se uma pessoa pudesse ver tanto o aspecto físico nos mínimos detalhes bem como as energias associadas a este corpo. O alquimista estaria em contacto total com o universo, enquanto que para todos nós este contacto é apenas superficial.

Na realização da Grande Obra, o alquimista consegue obter a pedra filosofal e modificar sua aura eliminando a cobiça e a avidez. Descobre que o ouro material não tem grande valor quando comparado ao ouro interno, ou seja, o caminho espiritual é infinitamente mais importante que as coisas materiais.

Todos deveriam se contentar com o básico para sobrevivência do corpo e se dedicar por inteiro a busca de um aperfeiçoamento espiritual.
Somente os homens de coração puro e intenções elevadas serão capazes de realizar a Grande Obra.



O alquimista é o estudante assíduo da alquimia, aquele que busca o caminho para a iluminação. O soprador é um mercenário que só se interessa pelo ouro que ele poderá produzir e o Adepto é o alquimista que realizou a Grande Obra, ou seja um iluminado.

A alquimia é a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais. Tem como principal objectivo compreender a natureza e reproduzir seus fenómenos para conseguir uma ascensão a um estado superior de consciência.
Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria-prima primordial.
Com uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente.

O ouro é considerado o mais perfeito dos metais pois dificilmente se oxida, não perde o brilho e acredita-se que todos os outros metais evoluem naturalmente até ele no interior da terra. Portanto, a transmutação é considerada um processo natural.
Os alquimistas somente aceleram este processo, realizando as transmutações em seus laboratórios.

Este tipo de conhecimento ficou sendo o mais cobiçado, não pelos alquimistas, mas pelos não iniciados, os sopradores como eram chamados. Eles buscavam a pedra filosofal, que lhes confeririam poderes como a invisibilidade, viagens astrais, curas milagrosas, etc.



Esta pedra filosofal não se constituía necessariamente de um objecto, mas sim energia que pode ser adquirida e controlada. Este conjunto pedra e alquimista são responsáveis dos poderes alcançados.
Um não iniciado poderia possuir a pedra e dela não desfrutar toda a sua potencialidade conseguindo, quando muito transformar uma pequena quantidade de chumbo em ouro.
A transformação da matéria-prima na pedra filosofal, juntamente com a transformação do indivíduo constitui a Grande Obra.

No laboratório, com experimentos e constantes leituras e releituras, o alquimista nas várias etapas da transformação da matéria, vai gradativamente transformando a própria consciência. Antes do ouro metal, o alquimista deverá encontrar o ouro espiritual dentro de si.

Os ideais e poderes pretendidos pelos alquimistas, nos faz correlacioná-los aos poderes de Cristo, que foi capaz de transmutar água em vinho, multiplicar os pães, andar sobre a água, curar milagrosamente, dentre outros. Ele sempre dizia: "aquele que crê em mim, fará tudo que eu faço e ainda fará coisas maiores".

Os alquimistas buscavam esta pureza e compreensão espiritual, conseguindo assim, realizar estas obras. Portanto, o exemplo de Cristo, além do exemplo espiritual, constitui-se em um meio de descobrir o poder sobre a matéria.
Muitos alquimistas consideram Cristo "A" própria Pedra Filosofal.
Encontrar a pedra filosofal significa descobrir o segredo da existência, um estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade perfeita, descobrir os processos da natureza, da vida, e com isso recuperar a pureza primordial do homem, que tanto se degradou na Terra.
Portanto, a Grande Obra eleva o ser a mais alta perfeição: purifica o corpo, ilumina o espírito, desenvolve a inteligência a um ponto extraordinário e repara o temperamento.



A pedra filosofal era gerada a partir da matéria-prima primordial, além de outros compostos, no Ovo Filosófico que é um recipiente redondo de cristal onde todos estes compostos vão sendo transformados, em várias etapas, sempre utilizando o forno. Este processo frequentemente é comparado a uma gestação da pedra filosofal.

Isto seria como reproduzir o que a Natureza fez no princípio, quando só existia o caos, porém de maneira mais rápida, dando melhores condições para que ocorram as transformações.
Portanto, a conclusão da Grande Obra, ou seja, o entendimento dos segredos alquímicos, significa adquirir os conhecimentos das leis universais e penetrar em uma dimensão espaço-tempo sagrada, diferente da do quotidiano de todos.

Por: S. L. Lima

sábado, 19 de julho de 2008

Transcomunicação Instrumental

Quando ouvimos a falar em comunicação com os mortos, geralmente nos referimos a “médiuns” que são os meios de comunicação entre os encarnados e os desencarnados, ou que permitem que os estes falem através de si.

E se em vez disso os desencarnados pudessem falar conosco diretamente, sem intermediários?

Imagine por um momento que você é o morto, o desencanado, e que seu corpo sucumbiu, mas a sua mente, personalidade, e a alma sobreviveram. Você está surpreso com isso e quer contar aos outros, especialmente aos seus amigos céticos, tudo o que está acontecendo – você quer comunicar-se conosco.

Mas se você fosse capaz de gerar alguns sons num gravador de fita K-7, poderia alguém detectá-los, e prestar-lhes atenção? Geralmente é difícil detectar sinais fracos – e você nada mais é do que um espectro, um espírito, e provavelmente sem muita energia. Os seres humanos são os melhores detectores de padrões que existem. Detecção de padrões, neste exemplo, seria a habilidade de discriminar o sinal entre ruído. É exatamente isso que está acontecendo, segundo algumas pessoas. Se você escutar cuidadosamente, você pode ouvir as vozes dos entes desencarnados nas gravações de fita.

A TCI (Transcomunicação Instrumental) é um processo em que trechos de voz ou vozes são embutidos na gravação em fita magnética através de um processo que ainda não é bem compreendido. A voz embutida do “fantasma” pode ser ouvida quando a fita é tocada num gravador de fita comum. Segundo os transcomunicadores, ela pode ser utilizada como prova científica de que realmente a morte não existe. As técnicas evoluíram muito desde o início dos experimentos.

Segundo Sonia Rinaldi, fundadora da ação Nacional de Transcomunicadores – ANT - e uma das grandes pesquisadoras do assunto no Brasil, o país tem hoje os melhores resultados do mundo. Sonia passou a se interessar pelo assunto em 1988, quando freqüentava o Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas - IBPP - dirigido pelo Dr. Hernani Guimarães Andrade. Foi ele quem sugeriu que iniciasse as gravações, e como naquela época não havia qualquer tipo de orientação, resolveram então seguir a intuição. Os resultados foram positivos, mas foram cerca de 16 anos para alcançar uma evolução notável, que começou com um simples gravador e evoluiu para os telefonemas para o "outro lado", com sincronia de imagens.

Com um PC e um rádio de ondas curtas, várias pessoas gravam conversas com parentes e amigos mortos. Analisadas por peritos, que confirmam sua veracidade, as gravações estão atraindo o interesse da ciência.

Vida após a morte. Para quase todos nós, tais palavras compõem, no máximo, uma interrogação. Uma afirmação nesse sentido teria de, no mínimo, vir acompanhada de uma convincente explicação científica. Caso contrário, soaria como um desejo místico ou pregação religiosa. Tal possibilidade, entretanto, nunca apresentou tantas evidências como agora. Como se verá adiante, a chamada transcomunicação está conseguindo o que antes era apenas ficção de contos da Kripta: mostrar que os mortos habitariam outra dimensão física e temporal, de onde podem se comunicar com os vivos. São evidências fortes e a ciência não consegue mais ignorar.

Um grupo ainda relativamente pequeno de médicos, engenheiros, psicólogos, músicos, donas-de-casa - pouco mais de 900 no Brasil e cerca de dez mil no mundo - está trabalhando para provar a existência de alguma forma de vida após a morte. Eles conversam com parentes e amigos mortos por meio de equipamentos eletrônicos. Diferente da chamada mediunidade (característica que distingue os que afirmam que têm contato com os mortos), praticada por espíritas, esse novo tipo de fenômeno permite uma análise pelos instrumentos da ciência.

Mas para entendermos este procedimento, teremos que recuar um pouco ao tempo, e como tudo isto começou a ser descoberto:

Com a ascensão do Espiritismo começando com as “batidas misteriosas” das irmãs Fox no século dezenove, tem havido muitas tentativas de “contato com os mortos” realizados a título de estudos científicos.

Thomas Alva Edison vislumbrou novas tecnologias, algumas das quais ele inventou, como um meio através do qual os espíritos poderiam tentar se comunicar conosco. Aparentemente, ele esforçou-se para fazer contato através de um tipo de aparelho fonográfico na década de 1890. Então, no final da década de 1920, ele tentou fazer contato com os espíritos de defuntos queridos através de certo tipo de equipamento químico. Diz-se que vozes de espíritos foram captadas pela primeira vez em gravações fonográficas em 1938, sete anos após a sua morte.

Contudo, foi com Friedrich Jürgenson (1903-1987) que o estudo da TCI realmente se inicia. Jürgenson era em alguns aspectos um homem da Renascença – arqueólogo, filósofo, lingüista, um pintor que foi comissionado pelo Papa Pio XII, cantor de ópera, e produtor de documentários cinematográficos. O interesse de Jürgenson em Transcomunicação Instrumental aparentemente começou quando, após ter gravado gorjeios de pássaros num gravador de fita, ele podia ouvir vozes humanas nas fitas, mesmo que não houvesse ninguém nas proximidades.

Em 1957 Jürgenson comprou um gravador para registrar a sua própria voz. O uso do aparelho trouxe-lhe inesperadas sensações. Como que recebia mensagens telepaticamente quando o usava, acompanhadas de visões e de uma sensação de profunda paz. A sua perplexidade perante algo que aparentemente era apenas do domínio da ficção científica seria desfeita em 1959, quando, numas férias de Verão com a Esposa, o gravador reproduziu não apenas o chilreio dos pássaros que pretendia registrar, mas uma voz masculina que se exprimia em Norueguês, falando acerca do canto noturno das aves.

Friedrich não sabia o que pensar. Seriam vozes de habitantes de outros planetas? Em breve captou no seu gravador uma mensagem da sua falecida mãe que o tratava pelo diminutivo de Friedel, como em vida.

Este evento surpreendente naturalmente despertou seu interesse, e ele voltou sua atenção para realizar gravações do nada – ou seja, gravações feitas num lugar tranqüilo sem ninguém por perto. Ele continuou a detectar vozes nessas fitas, e seus estudos levaram à publicação em 1964 do livro Rosterna Franz Rymden (“Vozes do espaço”), traduzido para o português com o título de “Telefone para o Além”.

Friedrich continuou as suas experiências, captando mensagens em todas as línguas que dominava. Para além do gravador começou a usar o rádio, sintonizado em 1485.0 kHz, ainda hoje conhecida como a freqüência Jürgenson.

Subseqüentemente ele reconheceu algumas das vozes apanhadas no seu gravador de fita, incluindo a da sua mãe, que o chamava pelo seu apelido carinhoso. Contudo, sua mãe já era falecida e lhe parecia natural presumir que ela estava se comunicando do além-túmulo. Assim, ele chegou à conclusão de que todas as vozes que ele havia gravado eram vozes de pessoas mortas. Em 1967 publicou Sprechfunk mit Verstorbenen (“Rádio-link com os mortos”).

Esta fase da vida de Friedrich foi de muito trabalho. Sem abandonar as pesquisas de E.V.P., continuou a pintar, a trabalhar na preservação das ruínas de Pompéia (então ameaçadas pelo vandalismo), produziu diversos documentários e recebeu do papa Paulo VI a Ordem de Gregório Magno, pelos serviços prestados ao Vaticano.

Em 1968 editou o seu terceiro livro, "Radio and Microphone Contacts with the Dead" (Radio och Mikrofonkontakt med de Döda, Nybloms, Uppsala).

Em 1978 deu a sua terceira conferência de imprensa sobre a pesquisa das vozes do Além, a que chamava então pesquisa audioscópica. Previu que em breve as comunicações se registariam pela televisão, o que viria a acontecer.

Jürgenson viu os seus livros traduzidos para Alemão, Holandês, Italiano e Português, no início da década de 80. Faleceu em Outubro de 1987, deixando um vasto acervo de gravações do que se julgam ser, salvo melhor explicação, as vozes dos chamados "mortos".

O Dr. Konstantin Raudive (1906-1974), um estudioso de Carl Jung, era um psicólogo da Letônia que lecionava na Universidade de Uppsala na Suécia. Ele esteve absorvido em interesses parapsicológicos durante toda a sua vida, e especialmente com a possibilidade de vida após a morte, e se manteve em contato íntimo com os maiores pesquisadores psíquicos Britânicos.

Em 1964 Raudive leu o livro de Jürgenson, "Telefone para o Além", e ficou tão impressionado que arranjou um encontro com Jürgenson em 1965. Ele então trabalhou com Jürgenson para realizar algumas gravações de TCI, mas seus primeiros esforços deram pouco resultado, se bem que eles acreditavam poder ouvir vozes muito fracas e abafadas.

Contudo, certa noite, quando ouvia uma gravação, ele escutou claramente muitas vozes e quando reproduzia a fita repetida vezes começou a entendê-las todas – algumas em alemão, outras em letão, outras em francês. A última voz na fita – uma voz feminina – dizia “Vai dormir Margarete” (“Vá dormir Margarete”).

Raudive escreveu posteriormente (em seu livro Breakthrough): “Estas palavras me causaram uma impressão profunda, pois Margarete Petrautzki tinha morrido recentemente, e a sua doença e morte tinham me afetado muito.” Atônito com tudo isso, ele começou então a pesquisar tais vozes por conta própria, e passou a maior parte dos seus últimos dez anos de vida explorando fenômenos de voz eletrônica. Com a ajuda de diversos especialistas em eletrônica, ele gravou mais de 100.000 fitas de áudio, a maioria das quais foram realizadas sob o que ele descreveu como “condições estritas de laboratório”. Às vezes ele colaborava com Hans Bender, um parapsicólogo alemão muito conhecido. Mais de 400 pessoas foram envolvidas em sua pesquisa, e todas aparentemente ouviram as vozes. Isto culminou com a publicação em 1971 do seu livro Breakthrough, anteriormente mencionado. Seu impacto foi tal que estes fenômenos são agora comumente conhecidos simplesmente como “vozes Raudive.”

Raudive desenvolveu diferentes abordagens para gravação de TCI, e ele se referia a:

1.Vozes de microfone: deixa-se simplesmente o gravador de fita rodando, sem ninguém falando; ele dizia que se podia mesmo desconectar o microfone.
2.Vozes de rádio: grava-se o ruído branco (de fundo) de um rádio que não está sintonizado em nenhuma estação.
3.Vozes de diodo: grava-se a partir do que é essencialmente um receptor de cristal (diodo) não sintonizado em qualquer estação.

Raudive delineou várias características das vozes (conforme apresentadas em Breakthrough):

1.“As entidades que emitem as vozes falam muito rapidamente, numa mistura de línguas, às vezes com cinco ou seis línguas numa única sentença.”

2.“Elas falam num ritmo definido, que parecer ser-lhes forçado.”

3.“O modo rítmico impõe um estilo curto, telegráfico, às sentenças ou frases.”

4."Provavelmente por causa disso, as regras gramaticais são freqüentemente abandonadas e abundam os neologismos.”

É claro que, para o cético, estas características são o que se pode esperar se na verdade as “vozes” são simplesmente interpretações errôneas de ruído “branco”, aleatório.


O termo, transcomunicação foi criado nos anos 80, na Alemanha, pelo físico e estudioso Ernst Senkowski e significa comunicação com o mundo extra físico. Segundo os dicionários modernos, quer dizer: comunicação com a verdade eterna ou comunicação transcendental.

Várias celebridades do mundo científico tentaram a TCI, dentre eles figuram Thomas Alva Edison, inventor da lâmpada e do fonógrafo, Gugliemo Marconi, precursor do rádio, Nikola Tesla, precursor do transformador e criador do motor de corrente contínua, e, no Brasil, o escritor Monteiro Lobato.

Oficialmente, o Brasil é pioneiro nestas pesquisas com o português naturalizado brasileiro Augusto de Oliveira Cambraia, inventor das fibras do tecido cambraia. Dentre as suas 16 patentes requeridas, está a do Telégrafo Vocativo, que deu entrada em 1909, com a finalidade de comunicação com os espíritos. E ainda, o Brasil é considerado o país mais avançado sobre os estudos referentes à TCI.

Não há país como o Brasil, onde ocorre o fenômeno da forma que conseguimos aqui. Temos registros e documentação completa de cerca de 300 telefonemas para o "outro lado", devidamente testemunhados por cerca de 260 pessoas que participaram das experiências. O nosso índice de reconhecimento da voz do falecido é de 83%, ou seja, altíssimo. Em outras palavras, foram centenas de pais que perderam seus filhos e puderam reconhecer a voz deles em dezenas de gravações. Cada telefonema que fazemos registra em média 50 ou 60 respostas, mas temos casos com até 160 frases-respostas dos falecidos. Isso tudo gravado em cd e ofertado gratuitamente aos pais que falaram com seus filhos falecidos por telefone, para que possam elaborar um relatório comentando o conteúdo das respostas e a possível identificação da voz do ente querido. Há cerca de um ano, iniciamos, por orientação dos "comunicantes", a gravação simultânea de telefonemas e vídeo, com sucesso. Já recebemos imagens em vídeos que duram até 15 minutos, de sete falecidos, devidamente reconhecidos pelos pais. No vídeo, alguns falecidos têm até expressão facial, mas esse trabalho simultâneo ainda está se iniciando.” – Diz Sonia Rinaldi, fundadora da Associação Nacional de Transcomunicadores – ANT

Eis aqui fragmentos da entrevista que ela concedeu a Revista Cristã de Espiritismo, edição 28:

Em sua opinião, falta mais apoio para as pesquisas do mundo espiritual?

No Brasil, as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa a investigar e ter certeza racional baseada em evidências concretas. Mas isso não diminui o nosso ânimo, pois os resultados apontam que estamos no caminho certo.
Não existe apoio, porque qualquer pesquisa, como a que fazemos, inclui custos de equipamentos e análises técnicas de engenheiros e físicos. Fomos encontrar apoio apenas em um Instituto Americano, com o qual assinamos um contrato de pesquisa. Isso fez com que suspendêssemos, ainda que temporariamente, as reuniões para os cadastrados da Associação Nacional dos Transcomunicadores.

Como o aspecto moral dos transcomunicadores pode influenciar as comunicações em uma reunião?

Como dependemos em 100% de emissores, para podermos ter qualquer gravação, é de se imaginar que eles escolherão pessoas dignas como parceiros de trabalho. Sem ética, bons objetivos e decência, os contatos poderão ser estabelecidos com outras camadas de comunicantes.

Pode existir fraude em uma reunião de transcomunicação instrumental?

Dependendo da moral e do objetivo das pessoas, pode ocorrer fraude em qualquer coisa. Se estiver vinculada a dinheiro ou fama, isso pode ocorrer. Felizmente não envolvemos dinheiro nem muito menos temos interesse em aparecer. Faz uns três anos que estamos afastados do público para poder tocar a pesquisa.

Qualquer pessoa pode desenvolver a TCI?

Sim, claro. Por isso estamos elaborando cursos individuais – ou no máximo para Duas ou Três pessoas – para que possam aprender as técnicas que usamos. Como no momento isso teria que ser feito em minha casa, tenho que elaborar com calma as coisas. Mas se os leitores se interessarem, podem pedir informações através da Caixa Postal 67.005 – CEP 05391-970, São Paulo, SP. Interessados que venham a escrever para a caixa postal, por gentileza, acrescentar dois selos para resposta. Já que a Associação não tem fins lucrativos. Daremos preferência para associados da ANT (Associação Nacional dos Transcomunicadores) e pais que perderam filhos. Vale lembrar, também, que todos os livros da Associação trazem uma ficha que pode ser enviada para o mesmo endereço.

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSCOMUNICADORES (ANT)

A partir de 1988, um pequeno grupo composto por Dr. Hernani Guimarães Andrade, sua assistente, Profa. Suzuko, mais Sonia Rinaldi e Fernando Machado, iniciaram experimentos de TCI no IBPP – Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, em São Paulo.
Dr. Hernani foi quem alavancou a pesquisa científica de diversos fenômenos paranormais no Brasil – e quem introduziu o assunto TCI, em 1974 em nosso país.
O quarteto inicial trabalhou durante dois anos, quando em 1990 Dr. Hernani mudou-se para o interior de São Paulo – e Sonia Rinaldi e Fernando Machado deram continuidade aos experimentos.
Naquele ano, oficializaram a ANT – Assoc. Nacional de Transcomunicadores, que tinha e tem até hoje dois objetivos primordiais:
- levar o consolo àqueles que perderam alguém muito querido, por poder ouví-lo,
- e comprovar cientificamente a veracidade da sobrevivência após a morte física.
São esses dois tópicos que norteiam a ANT, hoje com aproximadamente 1.000 associados em todo Brasil.
As conquistas da pesquisa que desenvolveram, com apoio de cientistas, vão muito além de apenas receber Vozes.
Por exemplo:
- Já foram obtidos diálogos com o Além em tempo real, por aparelhagem;
- Resultados foram mostrados para cientistas americanos, no Congresso de Psicotrônica (1999);
- A qualidade das Vozes são cada vez mais claras;
- Também avança o projeto do Laboratório para Autenticação do fenômeno da TCI em parceria com o IONS (EUA);
- Nas reuniões de associados (trimestrais), centenas de pessoas tem testemunhado contatos com os mortos, ao vivo! Ou seja, foram gravados e colocados, de imediato, para os presentes ouvirem.

E mais:
- Mantém intercâmbio ativo com todos os centros de pesquisa do Exterior, como Itália, França, EUA, Espanha, Bélgica, Canadá, etc...
- Produzem uma revista trimestral (“Contatos Interdimensionais”) para manter os associados informados dos avanços


APOIO DA CIÊNCIA

Firmaram a união com pesquisadores e cientistas de uma das mais respeitadas universidades do país, e com os quais, vimos desenvolvendo trabalho para comprovar a realidade dos contatos em condições laboratoriais.

De acordo com Sonia Rinaldi:
Entendemos que as Religiões já vêm afirmando que se vive depois da morte há mais de 5.000 anos, mas o mundo não deu ouvido.
Quem sabe, se ao invés disso ser dito sob teor religioso, mas comprovado como uma verdade científica, tenhamos a disseminação efetiva dessa realidade – cujo resultado, imaginamos, será o de trazer mais responsabilidade para o Homem, enfim, novos rumos para a Humanidade
.

AS VOZES REVERSAS

Foram devido à união com esses cientistas que os experimentadores puderam conhecer novos fenômenos, dentre eles, o que reputamos de maior importância: as vozes reversas.
O que são?
Para entendê-las, é preciso lembrar que quando se grava algo, isso ocorre num sentido de tempo. Digamos que uma fita no gravador corre da esquerda para a direita, e isso demarca o fluxo do tempo transcorrendo.
No entanto, os Comunicantes Espirituais já demonstraram serem capazes de registrar mensagens não apenas nesse sentido de fluxo, porem SIMULTANEAMENTE no sentido reverso.
Em outras palavras:
AMBAS as gravações (contatos paranormais) ficam pairando um sobre o outro, sem que se mesclem.

EVIDÊNCIAS E PROVAS.

Mas é inegável que o fenômeno impressiona em especial as chamadas "vozes reversas", algo que dificilmente poderia ser forjado. Isto é, algumas mensagens só podem ser escutadas quando a gravação é ouvida de trás para frente, um artifício que conta com a ajuda do computador. A flautista Rosemeire Cassiano da Silva, em uma tentativa de se comunicar com seu irmão Beto, gravou: "Deixe uma mensagem para nós, por favor." A suposta resposta, quando ouvida no sentido reverso, surpreende: ouve-se claramente uma voz feminina com sotaque português, bastante melódico. Ela diz: "Vosso irmão manda avisar que ama você." Normalmente, o que se ouve quando um registro sonoro é tocado no sentido reverso é um emaranhado de sons sem sentido. Especialistas em fonética dizem ser praticamente impossível a formação de frases inteiras no modo reverso. Às vezes, tem-se a impressão de ter escutado alguma sílaba ou até mesmo uma palavra conhecida. Mas não passa disso.

Há, no entanto, casos espantosos de pessoas que afirmam ter sido contatada por telefone celular, bip e secretária eletrônica.
"Mensagem recebida em 10 de setembro às 21 horas e 36 minutos", ouviu no celular a psicóloga paulistana Zilda Monteiro. Ela não entendeu nada quando escutou a mensagem, um "eu te amo" sussurrado. Pensou em apagá-la, mas se lembrou de um estranho combinado. Era a voz de seu ex-marido Edson, que morrera menos de um mês antes. Quando estava se recuperando de um infarto, Edson combinara de ligar para o celular da ex-mulher. "Daqui ou de Lá", prometeu. Entrou em coma no dia seguinte e nunca mais acordou.

"Mostrei o recado para a mãe e a tia dele e elas reconheceram sua voz na hora", diz Zilda. Para tirar a dúvida, a ANT solicitou uma análise técnica ao engenheiro Alessandro Pecci, que comparou a voz de Edson vivo com a mensagem do celular. O resultado: "Conclui-se que não existem evidências que comprovem que os locutores tr1 (Edson vivo) e tst1 (voz gravada no celular) são diferentes, dada a proximidade dos coeficientes encontrados."

O assunto vem atraindo também o interesse de cientistas. O físico alemão e professor da Universidade de Mainz Ernest Senkowsky, que criou em 1980 o termo transcomunicação quando escreveu o livro Instrumentelle transkommunikation, transformou parte de sua casa em laboratório e pesquisa o assunto até hoje. Senkowsky começou seus experimentos em 1976. Até 1985, já havia arquivado mais de 25 mil vozes. A primeira que reconheceu foi a de seu pai, morto em 1959. Em um dialeto do leste da Prússia, o pai de Senkowsky o chamou pelo apelido de infância. "Eu não tento convencer os outros sobre a existência do fenômeno. Mas é impossível convencer alguém que está cego pelo ceticismo ou que fecha propositalmente seus olhos".

Ainda não há uma prova científica do fenômeno. "Há somente argumentos que são aceitos ou rejeitados pelas pessoas." Porém, a história da ciência mostra, lembra Senkowsky, que uma opinião aceita pela maioria dos cientistas é, geralmente, encarada como "prova". "Fenômenos paranormais, incluindo a transcomunicação, são interações físicas e psíquicas que se incluem dentro de um sistema holístico complexo, sobre o qual nossas regras de causa e efeito lineares não podem ser aplicadas", diz o físico alemão. "Não haverá provas disso até que todo o sistema científico seja ampliado para englobar todos os fenômenos paranormais", conclui. O endosso a essa opinião vem de um colega brasileiro.

"Do ponto de vista da ciência, esse fenômeno por enquanto não existe", afirma Euvaldo Cabral Jr, professor de Telecomunicações e Processamento de Sinais da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), um dos poucos a não demonstrar preconceito em relação ao assunto, apesar de ser agnóstico, ou seja, não acredita em nenhuma religião. Mas, como ele mesmo ressalta, "da mesma forma que não há nenhum estudo comprovando a existência do fenômeno da TCI, também não há provas científicas de que ele não exista".
Tal rigor não é compartilhado pelos usuários da TCI. Segundo eles, a grande vantagem da comunicação via aparelhos eletrônicos é a possibilidade de ter, sim, sua veracidade comprovada cientificamente. "Pelas características que apresenta, o fenômeno se presta a uma análise científica nos moldes convencionais, na área de processamento de sinais", diz Cabral Jr. Para ele, isso é possível por envolver a geração de sinais elétricos - no caso, sons.

O caminho para se chegar a uma prova científica desse suposto fenômeno não é fácil. Primeiro, é necessário provar que ele é real, ou seja, que distúrbios elétricos não esperados ocorrem em dispositivos eletrônicos. Para isso, seria preciso construir um laboratório especial com blindagens eletromagnética e acústica à prova de quaisquer interferências externas, como sinais de rádio e sons ambientais. Caso o primeiro estudo conclua que realmente há interferências de causas desconhecidas ocorrendo em equipamentos eletrônicos, ele deve ser publicado em uma revista científica de renome internacional - como a Nature, a Science ou a Scientific American - para que possa receber críticas da comunidade científica internacional. A conclusão teria, então, de ser comprovada em outros laboratórios. Só assim, com o tempo, seria aceita como verdadeira.

Mais: se o objetivo é mostrar que as vozes realmente vêm do suposto mundo dos mortos, os sons atribuídos a eles teriam de ser comparados com a voz dos mesmos indivíduos quando vivos. Isso exigiria um grau de clareza e altura raras nas vozes registradas pelos experimentadores.

UMA REFLEXÃO

A Comunicação com os mortos não é bem vista em outras religiões, principalmente os cristãos protestantes (católicos também), que com base na bíblia, tiram suas conclusões de que isto não é de agrado a Deus.

Então, partamos aqui, amigos do ARCANUM algumas análises, no mínimo, filosóficas, para demonstrar um tanto ou um pouco de incoerência, de pseudos conhecedores das sacras escrituras, bem como do ensino religioso que tanto pregam. Vejamos:

a) Pedidos aos Santos
Não há sentido algum em ficarmos pedindo isto ou aquilo aos chamados “santos” se não existe comunicação com os mortos, pois se não há, nunca poderiam saber o que lhes estamos pedindo e assim sendo, também nunca poderiam nos atender. Logo, seria estranho, por exemplo, um católico não acreditar na comunicação dos mortos, e contudo acreditar na interseção dos santos.

b) Proibição da “evocação” dos mortos

Em Deuteronômio 18, 9-12 existe a proibição de evocar os mortos, como saber se há alguma lógica em proibir algo que, segundo os crentes e seus pastores evangélicos, não pode acontecer? Ora se houve a proibição de evocá-los é porque uma vez evocados poderiam atender-nos. Está aí o maior atestado desta possibilidade. E mais, para os que têm esta proibição como ordem direta de Deus, a coisa fica pior, pois Deus, a eterna sabedoria, proíbe a evocação dos mortos apesar de saber que eles não podem se comunicar, a menos que possibilite o veículo que muito bem o conhecemos, o da chamada MEDIUNIDADE.

c) A Bíblia

CONFORME em I Samuel 28, 7-20, o Rei Saul foi procurar uma pitonisa em Endor para se aconselhar com Samuel, que já se encontrava morto, sobre o que deveria fazer, pois este estava cercado pelo exército dos filisteus e não sabia como agir.
Mas não bastasse esta, temos um bem mais recente que aconteceu na época de Jesus, conforme nos relata o Novo Testamento . A narrativa é de Mateus 17, 1-9, nos mostrando Jesus, no alto do monte Tabor, após transfigurar-se conversa com Moisés e Elias. Sabemos que estes dois profetas já haviam morrido muito antes deste episódio. E se os mortos não se comunicam como então estavam eles, Moisés e Elias, conversando com Jesus, fato presenciado por Pedro, Tiago e João. Como, então, os irmãos cristãos (a doutrina espírita também é cristã) que recusam veementemente a comunicação com os mortos, dizendo que seja "coisa do diabo", poderia explicar esta passagem mencionada no texto sacro?

d) Aparições dos mortos

Existem inúmeros relatos, reconhecidos pela própria Igreja Católica, de pessoas que depois de mortas apareceram aos vivos. Quantas destas pessoas foram classificadas de “santas” após terem aparecido em algum lugar, conversando ou orientando aos fiéis.
Será que existe uma lei que regula isto tudo ou somente é permitido aparições de pessoas que pertenceram a esta ou aquela corrente religiosa? Bem sabemos que Deus é justo e o que faz para um de seus filhos fará a todos, assim estas aparições vêm, também, confirmar que os mortos se comunicam com os vivos.

e) Pedidos de preces das Almas do Purgatório

Um missionário apostólico francês, o Padre Jonet, fundou em Roma, no final do século passado, o Museu das Almas do Purgatório, no n.º 12 do Lungo Tevere Prati.
Esse museu está no subsolo da Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio, onde estivemos, mas que é muito difícil que permitam visitá-lo, mesmo sacerdotes, e muito menos permitam fotografá-lo. Lá estão expostas peças oriundas dos fenômenos. Em algumas molduras nas paredes, elas estão em quadros grossos, protegidos por vidros. Ao todo são 280, com a identificação de nomes, datas, lugares em que os fatos aconteceram. Mais de 40% acontecidos antes da Codificação. O problema é que, pelos próprios relatos dos fenômenos passados dentro dos conventos e igrejas, com freiras, irmãs, confessores e até padres e bispos, eles vinham suplicar socorro, em preces, orações e missas. O “fenômeno mediúnico acarretava e patenteava a existência de leis da Eternidade.”

f) Mediunidade dentro da Igreja Católica

Sabemos que a mediunidade não é exclusividade da Doutrina Espírita, ela existe desde ao aparecimento do homem na terra, pois é uma faculdade inerente aos seres humanos, variando apenas no grau que cada um a possui.

Assim para nós dentro de toda e qualquer corrente religiosa vamos encontrar médiuns, o único problema existente é quem vai aceitar ou não, pois os atribuem somente ao Espiritismo.

Mas sempre haverá uma pessoa que assume o seu papel, mesmo diante de muita incompreensão, como o padre católico que recebe o espírito Frei Fabiano de Cristo.
A Revista Visão Espírita n.º 1, publicou esta matéria com o Padre Miguel Fernandes Martins, de Sobradinho, uma das cidades satélites do Distrito Federal onde ele dá uma entrevista, gravada em fita de vídeo, a Alamar Régis:

Alamar – Mas a mediunidade em um padre, é uma coisa muito esquisita, do ponto de vista tradicional, considerando os dogmas da Igreja. O senhor não fica sem jeito quando enfrenta os seus próprios companheiros de doutrina?

Padre Miguel – Não é que eu tenha vergonha da minha espiritualidade – vocês chamam de mediunidade, mas eu chamo de espiritualidade. Eu venho aceitando ela porque eu só tenho visto caridade no Espiritismo. Eu tenho visto pessoas que não acreditam em Deus e passaram a acreditar pessoas que se afastaram por muito tempo de Deus e voltaram pessoas que nunca leram o Evangelho e passaram a ler, porque o Frei deu o Evangelho Kardecista (?), porque ele não aceita outro Evangelho. Eu até brigo com ele porque ele diz que o “Evangelho Segundo o Espiritismo” é muito mais explicado e mais profundo que o da Igreja Católica. Apesar de eu não ver dessa maneira, ele acha isso.

Alamar – Como a Igreja vê essa sua situação, Padre Miguel?

Padre Miguel – A Igreja nunca aceitou. Já me ameaçaram até de expulsão. Uma vez eu saí na revista “Incrível”. Por isso ameaçaram rasgar minha batina. Tudo que eles querem fazer comigo, eles fazem. Eu sofro muita agressão por causa disso. Mas eu deixei correr. Se frei Fabiano quer realmente me ajudar, ele tem que dar o jeito de me proteger, que ele faça com que a Igreja aceite.

EM CONCLUSÃO, cada um tem o direito de tirar suas próprias conclusões, desde que nunca a tirem baseadas apenas em um único livro, cujos costumes e a maneira de pensar estão bem distantes, bem remotos ao nosso tempo. A Ciência existe, e vai caber a boa vontade dos cientistas de um dia estudarem profundamente o assunto, pois como tudo que um dia já foi ignorado até mesmo pela antiga ciência, vieram a se constatar as provas, como fizeram com Galileu Galilei, quando disse que o sol não girava em torno da terra, mas a terra é que girava em torno daquele astro. No momento que houver provas cabais e tergiversadas constatadas pela ciência, não há como a Humanidade ignorar que existe uma força suprema maior, e vidas além dessa. Não seria um passo a mais para a evolução espiritual do homem? Deixo isto como reflexão.

por Paulo Néry

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Radiestesia & Radiônica



Na natureza não existem forças isoladas, mas sim uma complexa rede de influências.
Para conhecer a si mesmo, o homem precisa saber como o meio ambiente actua no seu organismo e na sua personalidade.

A existência de raios e radiações na natureza é um facto real. Podemos pensar nos raios do sol, em calor, raios X, infravermelhos e ultravioleta, radiação de rádio e das televisões, radares e raios cósmicos.



O corpo humano por sua vez é capaz de reagir à presença de certas energias, muitas vezes desconhecidas, emitidas até mesmo pelo solo e subsolo.

Algumas raras pessoas possuem um alto grau de sensibilidade para captar informações correctas das irradiações de energia, com ajuda, ou não, de instrumentos: São os Radiestesistas natos.



Algumas pessoas com uma maior sensibilidade podem desenvolver a capacidade de perceber e captar as irradiações e as suas influências. As outras pessoas mesmo sentindo bem-estar ou mal-estar provenientes das irradiações, não conseguem desenvolver a sensibilidade da percepção para formular diagnósticos destas energias.

Esta capacidade (milenarmente explorada por intermédio de três instrumentos: os pêndulos, as varetas e as forquilhas) recebeu em 1919 a denominação de RADIESTESIA.

A palavra vem do latim radie (radiação) e do grego aesthesis (sensibilidade), ou seja, sensibilidade às radiações.



Acredita-se que esses artefactos, em especial os tradicionais pêndulos, representam apenas extensões da própria sensibilidade do indivíduo, ou seja, são apenas veículos captadores de vibração.

A física moderna dispõe de instrumentos muitos precisos, verdadeiros micro-pêndulos acoplados a computadores sensíveis que hoje confirmam cientificamente a radiestesia dos antigos alquimistas.

De certa forma, a história da radiestesia confunde-se com a história da magia e exactamente por esse motivo, torna-se difícil relacionar todas as utilizações da varinha com finalidades divinatórias (rabdomancia).

Embora o documento mais antigo sobre a radiestesia se refira ao século 23 a.C., é possível que essa arte já fosse conhecida em tempos ainda mais remotos, ligada ao florescimento das ciências em algumas civilizações desaparecidas.



Sabe-se que na Índia existiam “achadores de água” ou vedores, que se utilizavam de pêndulos ou forquilhas para encontrar mananciais subterrâneos.
O antigo Egipto e a Mesopotâmia possuíam magos e médicos capazes de localizar tumores, inflamações e até corpos estranhos em seus pacientes, tendo como recurso técnico apenas um pêndulo.

Astrólogos famosos aplicaram seus pêndulos sobre mapas militares e traçaram estratégias de guerra juntamente com generais.

Entre os conquistadores que tiveram o privilégio de contar com esse tipo de ajuda estão:



Alexandre de Macedónia, Aníbal, Júlio César, Gengis Khan, Átila, Carlos V, o pirata Jacques Laffite, Napoleão Bonaparte, Luís XIV, Henrique VIII e Hitler.

A literatura esotérica aponta diversos grandes nomes da radiestesia:



Entre eles, o alquimista suíço Paracelso (1493-1541), o médico austríaco Franz Mesmer (1734-1815), o cônsul romano Agripa (séc. V a.C.), o conde de Cagliostro (1743-1795) e o famoso Abade Mermet.



Alexis Mermet, já conhecido em sua época célebre como o “príncipe dos radiestesistas”, em 1919 descobriu a técnica para a localização de objectos a distância, a teleradiestesia.

Na área de medicina e de alquimia, muitos são os relatos de factos e descobertas ligados a radiestesia e pêndulos. Conta-se que Paracelso utilizava um pêndulo especial para a selecção de seus remédios.

Antigos tratados de magia citam alquimistas que eram chamados para o diagnóstico de doenças estranhas ou para determinar a natureza do solo em locais onde se pretendia erguer uma casa ou um hospital.

Antigamente dava-se grande importância às vibrações do solo, já que veios de água, falhas do terreno e as próprias emanações telúricas exercem muita influência sobre a saúde das pessoas.

Era por esse motivo que os médicos mais experientes levavam sempre consigo um pêndulo, com o qual procuravam conhecer a casa e o terreno onde o doente se encontrava.

Na França, na Alemanha e na Escócia, desde tempos remotos existiam célebres praticantes dessa matéria. Ainda hoje existem volumosos e curiosos tratados sobre a natureza das vibrações favoráveis dos solos e maneira de conhecer e diagnosticar as condições do terreno.



Quer ter uma ideia do uso prático da Radiestesia?

Isto já é fácil, pode ser usada em praticamente tudo!

Você quer saber quais os alimentos que são mais indicados ao seu organismo? Este é um problema que aflige boa parte das pessoas hoje, quando várias dietas são vendidas de forma mercenária, sem levar em conta que cada organismo é um organismo independente. Um radiestesista experiente contudo, pode revelar em minutos quais os alimentos mais adequados ao seu organismo em particular.

Quer encontrar um objecto perdido? Esta foi uma das áreas mais estudadas na Radiestesia, com resultados muito bons.



A Radiestesia foi muito usada ainda para encontrar água, minerais de diversas classes, pessoas, criminosos, enfim, foi usada para tudo quanto a imaginação humana permitiu até o presente momento, e na mão de bons Radiestesistas sempre ocorreu uma margem de acertos muito superior ao que permite o acaso.

Para ilustrar, um exemplo: Em um curso de Radiestesia o instrutor colocou vinte frascos de remédios homeopáticos divididos em dois grupos, líquidos e glóbulos, dez de cada, só que dos dez frascos de cada grupo apenas cinco possuíam princípio activo, sendo o restante placebo. Foi pedido aos alunos que com o auxílio do pêndulo eles diferenciassem entre um e outro.

A margem de acerto de alguns alunos foi de 80%, conseguindo encontrar oito dos dez frascos que continham princípio activo, o mais interessante contudo é que a maioria dos alunos tinham muito pouca experiência com a Radiestesia.



CONSTRUINDO UM PÊNDULO

Qualquer pessoa pode construir um pêndulo para experiências iniciais.
Poderá usar coisas como por exemplo: um aliança amarrada na extremidade de um fio de cabelo que tenha pelo menos 9 cm de comprimento; uma pequena chave de metal dependurada na ponta de um cordão fino; uma agulha atravessada numa rolha, sendo presa na sua extremidade superior, na ponta de um fio de linha.
Esses pêndulos, no começo do aprendizado, darão mais resultado com o fio mais curto.




A MANIPULAÇÃO DO PÊNDULO

A) Segura-se o pêndulo com o polegar e o indicador

B) O pêndulo pode dar uma resposta afirmativa ou negativa ou então direccionar-se para a resposta correcta no caso de haver muitas opções de respostas.

EXEMPLOS DE EXPERIÊNCIAS

1) Pegue um copo de vidro, ou de cristal, e encha-o com água até ao meio. Prenda o pêndulo com os dedos polegar e indicador da mão direita. O cotovelo, nem o corpo, não deve apoiar-se em qualquer lugar. O braço esquerdo, apesar de não ser usado, deve ficar também no ar como que guiando o pêndulo.

2) Desenhe numa folha de papel branca, usando tinta preta, vários traços verticais, horizontais, círculos e espirais.
Sustente o pêndulo sobre o primeiro desenho e irá constatar que ele acompanhará os desenhos.
Se nada acontecer, deverá repetir a experiência em outro lugar da casa e algum tempo depois.

A POLARIDADE DO OPERADOR

A radiação humana não é idêntica em todos os indivíduos, sendo uns positivos e outros negativos. Há ainda outros completamente neutros, insensíveis, incapazes, portanto de praticar a radiestesia.

A reacção do pêndulo, diante do objecto examinado, é realizada de acordo com a polaridade do operador.Tanto nas pessoas com polaridade positivas como negativas o pêndulo reage da mesma forma. Este é o motivo porque, diante da mesma experiência, o pêndulo move-se de formas diferentes, todavia, são eficientes.

A) Polaridade Positiva: (70% das pessoas): - O pêndulo gira no sentido dos ponteiros do relógio, isto é, da esquerda para direita.

B) Polaridade Negativa: (os outros 30%) – Dá-se o contrário, o pêndulo gira da direita para esquerda.

DESARME DO PÊNDULO

Depois de feita uma experiência, e captada uma energia, o pêndulo fica influenciado pela onda sintonizada, precisando ser desarmado para se tornar, novamente, sensível para as próximas experiências.

A melhor e mais simples forma de descarregar o pêndulo de qualquer influência é encostá-lo por alguns instantes ao solo. Depois esfrega-se com a flanela que lhe serve de protecção.



OSCILAÇÕES DO PÊNDULO

O pêndulo oscila de oeste para leste (horizontal) e de sul para norte (vertical); obliquamente, isto é, de sudoeste para noroeste ou para nordeste; em círculos concêntricos, acompanhando os ponteiros do relógio, ou vice-versa.

Para início das experiências, deve-se pôr o pêndulo imóvel sobre um plano de orientação, esperando que oscile, observando-se seu movimento e, principalmente, as modificações acentuadas, indicadoras de que está em contacto com as radiações do objectivo procurado.

INTERPRETAÇÃO DAS OSCILAÇÕES

Pode-se interpretar as oscilações do pêndulo através de um código convencional, arbitrário, criado pelo próprio operador.
Por exemplo: - girar no sentido dos ponteiros do relógio, ou verticalmente, seria "Sim" à pergunta feita, e vice-versa, isto é rodando no sentido contrário dos ponteiros do relógio, ou horizontalmente, seria "Não".
Em caso de dúvida, seriam as oscilações oblíquas.



CONDIÇÕES ESSENCIAIS PARA O ÊXITO

A) Passividade absoluta, trabalhando unicamente em boas condições de saúde e equilíbrio físico e mental.

B) Evitar qualquer sugestão que possa influir no resultado.

C) Não trabalhar com o estado atmosférico pouco favorável (tempestade, chuva, trovões, ventania).

D) Não emprestar a ninguém o seu pêndulo, a fim de que não se sature de radiações estranhas.

E) Actuar sempre com prudência e discrição e não realizar experiências por demais rápidas, nem diante de pessoas incrédulas.

F) O objectivo deve ser sempre fazer o bem ao seu semelhante. Não deve, de modo algum, exercê-la para prejudicar alguém ou obter lucros indevidos.

Faça seu Quadrante do Sucesso Pessoal:



Exemplo de perguntas ao Pêndulo:
Por que tenho tido insucesso na vida? Por obstáculos? Por inimizades? Por pobreza? Por incapacidade? Veja o que o pêndulo responde e depois procure superar seu factor de insucesso.

O que é preciso para vencer na vida? De riqueza? De habilidade? De auxílio? De possibilidades? Veja o que o pêndulo responde e procure alcançar este factor de sucesso.

RADIESTESIA APLICADA DE OUTRAS FORMAS

A Radiestesia é uma ciência que detecta todos os tipos de manifestações energéticas. É a maneira de detectar ou melhor descobrir objectos ocultos, doenças, alimentos e medicamentos adequados, e desgaste de energia no corpo humano, seja nos sectores psíquicos ou físicos.



Cone Azul: É um aparelho com determinados pontos energéticos, que servem para mandar energias. Funções: Limpador de aura, desobssessor, equilibrador energético, usado para perda de memória, labirintite, dor de cabeça, dificuldade de aprendizagem, neutralizador das irradiações nocivas do solo.



Pêndulo: Serve de amplificador das radiações. As radiações penetram pela ponta do radial de uma das mãos no sistema nervoso simpático, vão ao cérebro e depois como resposta, actuam na mão do radiestesista, fazendo girar o pêndulo.



Anel Atlante: O anel atlante possui três rectas, seis pontas e dois triângulos e atendem às exigências de alguma fórmula esotérica.
Ele foi descoberto por Howard Carter quando encontrou a tumba de Tutankhamon.

No retorno aos seus países, os 41 cientistas que estiveram na expedição juntamente com Carter, tiveram mortes diversificadas, mas com algo em comum, apenas um deles sobreviveu, o que usou o anel (Howard Carter).

Através de pesquisas realizadas sobre o anel, até na foto Kirlian, constatou que possui energias, sendo um milagre da física micro vibratória, onde as ondas de forma são os agentes invisíveis que constituem hoje, aquilo que é a ciência do futuro: Radiônica, actuando como protecção, cura e intuição na pessoa de quem o usa.



Aurímetro: O Aurímetro é um aparelho de metal, de precisão que projecta o psiquismo humano pela sua sensibilidade que em contacto com a aura oscila impulsionado pelo fluxo energético.

Para medir a aura, segure-o levemente pelo punho fazendo com que a ponta em primeira instância toque na pessoa para uma rápida conotação áurica e se afastará conforme seja sua extensão.



Bastão Cristalo-Cromático: Desde a mais remota antiguidade, encontramos o uso de cajados ou bastões, aos quais eram atribuídos grandes poderes. O bastão é constituído de um tubo de cobre fechado numa extremidade tendo na outra, uma ponta de cristal de quartzo. Funciona como armazenador de partículas subatômicas, ampliando, acumulando e emitindo energia, cabendo ao cristal de quartzo, através da ligação sintonia mental, o direccionamento e a emissão desta energia acumulada, em seu interior.
Além disso, este bastão tem um ponto de inserção para lâminas coloridas, actuando também como função terapêutica de cada cor.



Cone: É um aparelho com determinados pontos para mandar energia. Usado como limpador de aura, desobssessivo, equilibrador, perda de memória, labirintite, dor de cabeça, hemorróidas, calmante, dores locais, dificuldade de aprendizagem, energizar pessoas a distância (colocando foto) e é neutralizador das irradiações nocivas do Sol.



Dual Rod: Dual Rod é um aparelho de radiestesia, com a finalidade de apontar o fluxo nos chakras, no ser humano, lugares ou objectos. É formado de duas varetas, onde o operador segura deixando-as fiquem paralelas e apontando sempre para a frente com os braços estendidos a um nível confortável, leva o aparelho na direcção do objecto ou pessoa de modo que ao se aproximar do fluxo formando X. Se as varetas se afastarem, não apresenta o fluxo energético.



Gerador Psicotrônico: Sua pirâmide geradora de energia acumula energia natural. Esta energia é então emitida dos ápices de cada uma das pirâmides.
O material que receberá energia precisa estar em contacto ou muito perto dos ápices das pirâmides, em cima do seu gerador.
Mantenha a placa compensadora, fornecida junto com o gerador, sobre os ápices, para objectos pequenos que receberão energia. É de extrema importância que o gerador seja alinhado com uma de suas quatro faces laterais voltadas para o Norte.



Pirâmide: A pirâmide é uma forma capaz de captar a energia cósmica que é inesgotável, gratuita, cuidadora e melhora a qualidade de alimentos e planetas.
As medidas dessa pirâmide devem ser proporcionais às da pirâmide de Queóps. Isso foi comprovado pelo radiestesista francês Antoine Bovis, em 1930, no qual percebeu que havia pequenos animais mortos em perfeito estado de conservação, como se estivessem "mumificados".
Também é de fundamental importância, o material de que ela é feita:



Pirâmide de cristal: é utilizada para curas de doenças físicas, energizar água, no 3° olho (5 minutos apenas) para aumentar a clarividência.

Pirâmide de cobre: é utilizada para captar as energias negativas e transformá-las em positivas. Indicado para ambiente de trabalho. A nível de saúde, ajuda a restabelecer.

Pirâmide de alumínio: é indicada para exercícios de relaxamento e meditação. E a depender da sua de cor, pode actuar terapêuticamente.

Pirâmide de latão: é indicada para aceitação de mudanças e adaptação a novas situações. Ajuda também a conservar alimentos e plantas ou afiar facas e lâminas.

Pirâmide de madeira: é recomendada principalmente na cura de problemas físicos (deixar 15 minutos no local).

Pirâmide de ferro: é recomendada para combater as fobias.



Por: S. L. Lima

terça-feira, 1 de julho de 2008

Estigmas

Estigmas, sinais distintivos da paixão de Cristo, estão sempre no centro de um debate teológico e científico.

De acordo com o Dicionário Céptico, baseado no Skeptic’s Dictionary, publicado na web por Robert Todd Carroll, "estigmas são feridas que surgem nas mãos e pés, às vezes nos flancos e cabeça, duplicando os ferimentos da crucifixão de Cristo" e não deve ser confundida com as representações de crucifixão que acontecem nas Filipinas toda sexta-feira santa.

Segundo este Dicionário, "Todos os mais ou menos 32 casos registrados de estigmas foram de Católicos Romanos, e todos, com exceção de quatro, eram mulheres. Não se conhece nenhum caso de estigmas que tenha acontecido antes do século XIII, quando Jesus crucificado se tornou um símbolo padrão do cristianismo no ocidente". O Dicionário Céptico dedica-se a dar definições, argumentos e escrever ensaios sobre assuntos relacionados ao sobrenatural, oculto, paranormal e pseudocientífico, sob o ponto de vista cético. O artigo sobre estigmas foi atualizado pela última vez em 14 de maio de 2000.

Começando com São Francisco de Assis, e incluindo figuras do tempo moderno, como o Padre Pio de Pietrelcina, houve cerca de 250 casos aparentemente autênticos de indivíduos com estigmas. A Igreja Católica nunca emitiu muito sobre o tema. Ainda assim, qual seria o significado dessas chagas dolorosas nas mãos e pés de pessoas que em alguns casos mudaram o curso da história da cristandade?

Os Evangelhos mostram que, na ressurreição de Jesus, as chagas não desapareceram. Os estigmas são um sinal do que Cristo sofreu durante a paixão; portanto, há dados teológicos que precisam de muito mais estudo do que já foi feito até hoje. No Evangelho de João, por exemplo, quando Jesus entra no Cenáculo atravessando portas fechadas e saudando os discípulos, ele mostra os estigmas para se identificar. Ele disse ao descrente discípulo Tomé: "Põe teu dedo no meu lado". A consternação dos apóstolos também é um fato revelador deste mistério.

É um fenômeno particular da espiritualidade e misticismo ocidental. Desde São Francisco, tivemos um número significativo de santos e bem-aventurados que viveram a experiência desconcertante de reproduzir os estigmas de Cristo em seus corpos. Até hoje, a pesquisa tem enfatizado o caráter de configuração e imitação de Jesus, que se origina da intensa relação pessoa que essas pessoas tiveram com Ele. Tem havido insuficiente reflexão sobre a missão particular relacionada com os estigmas.

Em 1224, quando São Francisco pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, apareceram cicatrizes que correspondiam às cinco chagas do Cristo crucificado. Esses estigmas permaneceram até o final de sua vida e teriam sido o motivo de seu enfraquecimento e sofrimento físico. Os estigmas aumentaram progressivamente por dois anos, levando-o à cegueira, até que morreu, no dia 3 de outubro de 1226. São Francisco de Assis recebeu os estigmas quando todos os seus projetos, como a fundação da ordem, aprovação da regra primitiva, e a viagem à Palestina para se tornar um mártir, falharam. Ele estava só e abandonado, e quase cego. Foi consolado por ser identificado com o Crucificado, e ainda, simultaneamente, o sofrimento dos estigmas se tornou um bem para a ordem que ele criara, e uma mensagem para toda a cristandade, e não somente para a Igreja Católica. Definitivamente, São Francisco de Assis é um santo e um verdadeiro imitador de Cristo, digno de admiração por todas as crenças do mundo inteiro.

O sucessor de São Francisco, Frei Elias, compreendeu o significado dos estigmas, e enfatizou isto em sua carta a todos os fiéis. Esta mesma mensagem e missão dos estigmas pode ser vista em Santa Margarida Maria de Pazzi e Santa Catarina de Sena. No século que terminou, esta missão foi claramente vista em pessoas como Santa Gemma Galgani (falecida em 1913), o Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), e Marta Robin (mística francesa, falecida em 1981, cujos escritos estão sendo estudados antes do início de seu processo de beatificação).

Gema Galgani desejava ser freira passionista, mas foi impedida por sofrer de tuberculose espinal, que, segundo se acreditava, tinha sido curada por São Gabriel Possenti, que morrera tuberculoso. Gema tinha acentuada índole religiosa e, a partir de 1899, sofreu muitas experiências místicas e extraordinárias, cuidadosamente investigadas pelo seu confessor, o padre Germano. Durante mais de 18 meses os estigmas de Cristo crucificado apareceram intermitentemente em suas mãos e pés (como no caso de São Francisco de Assis), além de outros sinais da Paixão de Cristo.

Tinha também freqüentes êxtases e visões. De natureza calada e calma, suportou sua má saúde com a maior paciência. Mas por outro lado, de vez em quando tinha um tipo de comportamento que atribuía a uma possessão diabólica. Depois de sua prematura morte, a intensa veneração por gema fez que se fosse iniciado o processo de canonização. Entretanto, algumas pessoas se opuseram devido ao caráter bastante estranho de certos fenômenos ligados a ela. Assim, foram necessárias as autoridades responsáveis explicasse que a recomendação para a canonização era devida apenas a santidade de sua vida. Não houve julgamentos (como não há em certos casos na Igreja Católica) sobre a natureza e a causa de suas experiências místicas. Gema Galgani foi canonizada em 1940.

Marta Robin se tornou conhecida depois que o famoso escritor Jean Guitton escreveu o livro "A Jornada Imóvel". Marta Robin ficou acamada por 40 anos. Assim como Gemma Galgani e Padre Pio, ela inspirou muitos grupos de espiritualidade e oração ao redor do mundo.

Para o padre passionista Tito Paolo Zecca, professor de teologia pastoral e espiritualidade na Universidade Pontifícia do Latrão, é uma “experiência de alegria e dor. O Senhor é sempre Quem toma a iniciativa. Os recipientes dos estigmas consideram isso uma imensa graça, da qual se sentem indignos. De fato, eles pedem ao Senhor que os tire, porque ficam envergonhados. Esta atitude era evidente em Padre Pio. O bem-aventurado de Pietrelcina mostra claramente o que é a missão daqueles que carregam os estigmas. Padre Pio fundou grupos de oração e a Casa para Alívio dos Sofredores, um grande hospital que faz um trabalho específico para amenizar os sofrimentos físicos. Além disso, a capacidade de intercessão de pessoas que têm os estigmas é maior, unido a outros em oração, na renovação, salvação e proteção do mundo”.

Um dos casos mais conhecidos ocorreu com Teresa Neumann, que viva na Baviera e jejuou durante trinta e seis anos, de 1926 a 1962. Na Sexta-feira Santa, os estigmas apareciam. Um controle rigoroso realizado durante quinze dias feito por cientistas, pesquisadores e observadores juramentados, permitiu verificar que nesse período, além do aparecimento das marcas, também ocorreu a "ínédia", ou seja, o fato de não se alimentar, e mesmo após ter perdido quatro litros de sangue e de suor, seu peso voltava ao normal no dia seguinte.

O resultado foi surpreendente: não havia qualquer possibilidade de fraude, pois os estigmas eram vistos se formando "sob os olhos" dos observadores. Seria o inconsciente de Teresa? Creio que, ao estudar fenômenos como este, podemos ter uma idéia do poder mental que ainda desconhecemos nos seres humanos, e claro, podemos desconhecer de nós mesmos.

É um sinal profético, um chamado, um fato surpreendente capaz de relembrar aos homens sobre o que é essencial, por exemplo, identificar-se com Cristo, e a salvação de Cristo que nos resgatou por suas chagas?

Os estigmas vêm intrigando médicos e cientistas há séculos, sem que haja uma explicação para este fenômeno que os satisfaça. Do ponto de vista religioso, trata-se de uma manifestação das chagas de Cristo sobre o corpo de algumas pessoas que se tornaram santas, pela sua extrema fé. “Para médicos mais céticos, não passa de uma reação psicossomática provocada pela mente”.

O Dr. Jorge Festas, em Mistérios da ciência e luz da fé , o Dr. Lefebure, da Étude médicale III, article I Louvain, e o Pe. Auguste Poulain em Traité de théologie mystique, foram alguns dos cientistas que opinaram sobre estigmas. Buscavam eles concluir se tratava de sugestões de mente exaltada, ou se provinham de estados de hipnose, já que achavam que, em estado normal, uma pessoa não produziria tais chagas em seu próprio corpo. Foram feitas, sempre de acordo com o seu biógrafo, testes, na presença de outros facultativos, em duas pessoas. Não conseguiram provar o que esperavam e afirmaram que, cientificamente, não achavam explicação para tais fenômenos.

Foi feita também, uma análise comparativa entre o que apuravam nessas pessoas e os estigmas do padre Pio. Segundo o livro do biógrafo, "No caso do experimento de Teresa, houve confusão entre a hemorragia estigmática e uma doença especial, que às vezes ocorre nos nefro patas". A conclusão é que não há analogia entre os dois casos. Também porque as primeiras eram lesões de tecidos, aparecidas espontaneamente, com um fluxo hemorrágico sempre fresco e vermelho, não apenas vermelhidões e inchaços. As primeiras chegaram a durar anos, não cicatrizaram com medicamentos hemostáticos; as outras foram passageiras. As primeiras não sofriam processo de decomposição; apresentavam-se inalteradas, por anos, e não exalavam mau cheiro, enquanto as outras sofriam processo normal de cicatrização.

Os suores sangüíneos, com os quais se quiseram explicar os fenômenos dos estigmas, eram provenientes da dilatação de tecidos e filtravam um líquido, com características diferentes do sangue. Não eram localizados e não formavam chagas. Está à ciência talvez, diante de um mistério a pesquisar e opinar.

De acordo com o Dicionário Céptico, de Robert Todd Carroll, "os ferimentos auto-infligidos são comuns entre pessoas com certos tipos de distúrbios mentais, mas afirmar que as feridas são milagrosas é raro, e se deve mais provavelmente à religiosidade excessiva do que a um cérebro doente, embora ambos possam estar atuando em alguns casos". Neste artigo, defende-se a idéia de que os estigmas são, mais provavelmente, feridas de ordem psicossomática, "manifestações de almas torturadas", embora a explicação preferida seja de que estas feridas tenham sido auto-infligidas, uma vez que, segundo o artigo do Dicionário Céptico, nenhum estigmático manifesta seus ferimentos do princípio ao fim na presença dos outros, só começando a sangrar quando não estão sendo observados.

A defesa de que as chagas de Cristo apareçam por influência psicossomática ganha força nos dias de hoje, em que se admite, no mundo médico, que muitas doenças, até mesmo o câncer, sejam induzidas pelo inconsciente. Um desejo profundo de identificação com uma figura idealizada, como a de Cristo, poderia levar estas pessoas a apresentar tais marcas, sem que isso seja uma decisão consciente. Deste ponto de vista, as chagas não poderiam ser tratadas como fraude, mas como um distúrbio de ordem psíquica.

Entretanto, nem todos os casos podem ser explicados cientificamente, como no caso mais recente que se tem notícia. O do italiano Giorgio Bongiovanni.

Giorgio Bongiovanni nasceu em Flórida (Siracusa), Itália, a 5 de Setembro de 1963. Quando tinha um pouco mais de 13 anos de idade teve o seu primeiro avista mento extraterrestre e conhece o famoso contactado Eugénio Siragusa que lhe instrui por um pouco mais de 10 anos na cultura sobre a pluralidade dos mundos habitados.

Em 1984 casa-se, transladando-se para a região de Le Marche, na localidade de Porto Santo Elpídio (Itália), têm um filho e trabalha na sua pequena empresa de acessórios para calçado, para assegurar o sustento econômico da sua jovem família.

Em 1985 com o seu irmão e outros amigos que também reconheciam a mensagem recebida por Siracusa, fundaram a revista "NONSIAMOSOLI" para dá-lo a divulgar em diversos idiomas, imprimindo-se e distribuindo-se até Junho de 1999.

Na localidade onde residia, no dia 5 de Abril de 1989 é protagonista de uma experiência impressionante, é visitado pela Mãe Celestial Myriam, que lhe anuncia próximos encontros que chegam ao seu ponto culminante quando, obedecendo ao seu pedido, se dirige a Fátima (Portugal) e ali, na Praça do Santuário sob a azinheira perto da qual, em 1917 os três pastorinhos viram a Virgem, a 2 de Setembro de 1989, quando Giorgio entra em êxtase e aceita da parte da Mãe Celeste a sua proposta de levar consigo uma parte do sofrimento do Seu Filho, trespassando-lhe ambas as mãos com os estigmas da crucificação, para iniciar a missão de divulgar pelo mundo oculta Terceira Mensagem de Fátima, que logo foi manipulado e oficializado pela Igreja Católica a 26 de Junho de 2000 através do então Cardeal Ratzinger (hoje o Papa Bento XVI), que era o Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé (Ex-Santo Ofício, quer dizer, a antiga Santa Inquisição).

Noutra fase da sua Missão é instruído e guiado por Jesus que o estigmatiza a 2 de Setembro de 1991, nos pés, a 28 de Maio de 1992 no lado (costelas-Coração) e a 26 de Julho de 1993 marca-o com o 6º estigma, uma cruz de sangue na testa, visível a todos, sendo analisado pela ciência médica em vários países, com os seguintes resultados certificados por profissionais qualificados: no aspecto físico, é considerado um fato não explicável para os conhecimentos atuais, já que porta no seu corpo as feridas desde 1989, que sangram todos os dias, não se lhe infectaram e não morreu; no aspecto psicológico considera-se como um homem com uma grande capacidade de sofrimento e no aspecto psiquiátrico, mentalmente são sendo descartada a possibilidade de somatização por influência da sua própria mente, já que, para a psiquiatria, não lhe seria possível suportar 24 sobre 24 horas essas chagas, por tantos anos, realizando uma alta atividade física-psiquica-mental habitualmente, apenas no tempo de duração dos sangramentos, algo menos de 1 hora, em que deve permanecer deitado e onde atinge o máximo nível de dor física.

Percorreu muitos países do mundo onde interveio nos meios de comunicação mais destacados, conferências públicas, encontros com dirigentes políticos, científicos e militares para dar-lhes a conhecer a sua experiência pessoal e a mensagem de que era testemunha, destacando as suas intervenções no CONGRESSO MUNDIAL PARA A CONCORDIA ESPIRITUAL de 1992, em Alma-Ata (Kazaquistão) diante de líderes e representantes de quase todas as religiões, para que abandonem o separativismo e os interesses temporais. A 28 de Outubro de 1994 dá uma Conferência na sala n.º 5 do famoso palácio de vidro da ONU, diante de 50 delegados de outras tantas nações, sob o título "DIÁLOGO COM O UNIVERSO. INCIDÊNCIA DO CONTACTO EXTRATERRESTRE NA EVOLUÇÃO HUMANA".

Participando também na considerada sua segunda etapa nos congressos especializados mais destacados a nível mundial do chamado tema U.F.O., O.V.N.I. Ou Extraterrestre, onde fala da sua implicação espiritual ante provas irrefutáveis e análises apresentadas por investigadores qualificados a nível internacional, nas suas diversas áreas, ressaltando que a alta tecnologia apresentada corresponde a uma CIÊNCIA COM CONSCIÊNCIA, diferente da terrestre que é ainda, todavia, uma CIÊNCIA SEM CONSCIÊNCIA. Editou diversas revistas, destacando-se entre elas "NONSIAMOSOLI", "TERZOMILENIO" e "UFO LA VISITA EXTRATERRESTRE".

Há uma série de evidências de que a “sugestão” é capaz de produzir os estigmas, seja naturalmente em paciente histéricos, isto é, com transtornos conversivos; seja artificialmente, através da hipnose. Trabalhos de parapsicólogos confirmam isso: seria a IDEOPLASTIA, em que o ECTOPLASMA (substância ainda desconhecida, imprescindível nos chamados “fenômenos físicos” de natureza espiritual) atuaria como o elemento fundamental na formação de tais feridas - ocorreria o que na Doutrina Espírita são chamadas de ANIMISMO, isto é, os estigmas seriam causados pelo próprio Espírito da pessoa, e não, um fenômeno de obsessão.

Outro aspecto a destacar-se é que em quase todos os casos de estigmas, a pessoa apresenta fenômeno de ÊXTASE, ou seja, uma situação particular em que o perispírito adquire o seu maior grau de liberdade (como temos destacado), quando encarnado; e nessa situação, quase todos os “estigmatas” são capazes de manifestações de clarividência e os “conteúdos” são estimulados de acordo com as vivências de cada um, onde a religião da pessoa desempenha um importante papel (vide perguntas e respostas 443 e 444 de O Livro dos Espíritos de ALLAN KARDEC, que são bem ilustrativas).

Os estigmas só começaram a se repetir depois do caso de São Francisco de Assis, como frisado, o que confirmaria o “mimetismo, a imitação”; fenômeno esse que, ao lado da “sugestão”, constituem as principais características da histeria. Antes de Francisco não há registros destes fenômenos.

A localização ESPECÍFICA das chagas pode ser explicada pela ideoplastia, por ANIMISMO e, neste, está à prova da realidade da EXISTÊNCIA DO ESPÍRITO e da sua INDIVIDUALIDADE e do que ele é capaz de provocar em nosso próprio organismo e dos outros, desde que haja sintonia. Daí a importância da prática do Bem e do sentido dos estigmas, isto é, um alerta da Espiritualidade Maior, ferindo os nossos sentidos com “fenômenos físicos” provocados pelo próprio Espírito, para que a partir deles possamos ser mais caridosos com os outros, e neste sentido tem razão o Padre passionista Zecca, mas não no sentido do milagre, que nada acrescenta para o crescimento espiritual das pessoas, mas pelo amor ao seu próximo, e no sentido de caridade para com o mesmo.

Por Paulo Néry